domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pare de gastar dinheiro em escolas de Inglês


Você realmente acredita que vai aprender inglês em escolas tradicionais de inglês?

Infelizmente não vai. Seu dinheiro merece outras tentativas mais eficazes.

Falo com conhecimento de causa, pois concluí dois cursos de inglês em escolas tradicionais e quando viajei para o exterior descobri que me serviram muito pouco. Voltei de lá apavorado, querendo aprender inglês de qualquer jeito. Obviamente que o hábito de treinar a língua no país de origem é a melhor maneira, mas para quem ainda não teve essa oportunidade, outras alternativas são eficientes.

Vou compartilhar  o que funcionou e funciona para mim, mas cada pessoa deve encontrar o próprio caminho.

Uma fonte interessante de atualização , não somente de treinamento na língua inglesa é a revista Speak Up. Uma única edição nos oferece mais vocabulário que um semestre inteiro num curso convencional. E é mais barato, economiza tempo e energia, mas exige um certo grau de autodidatismo. Vale a pena conferir. Outra questão a ser lembrada, aprender uma língua demanda prática e  em aulas de 1h a 2h por semana talvez você consiga dizer algumas frases, mas isso não é conversação real. O segredo da proficiência é o listening.


Para quem tem acesso à internet, as melhores fontes, das inúmeras que existem, estão recomendadas abaixo. Realmente faz uma diferença usá-las. Além delas, escutar músicas, navegar em sites, comprar cursos diversos em inglês, tudo vai se somando para produzir um resultado final de maior domínio da língua, até possivelmente uma fluência. Aproveite.



Remoção das Lentes Distorcidas da Verdade


Todas as pessoas têm opiniões. Basta lembrarmos dos três grandes temas polêmicos das rodas de amigos: política, religião e futebol. O grande problema para a humanidade é que opiniões são meras opiniões, sujeitas a erros, distorções e inverdades.

Uma pessoa evolui no seu caminho de sanidade mental na proporção direta em que se liberta de opiniões, começa a avaliar fatos e descobre verdades insuspeitas em diferentes temas relevantes na vida. Não estou falando dos três grandes temas já citados, pois eles não são testáveis do ponto de vista da verdade. São meramente crenças que atendem necessidades individuais ou de grupos. Podemos analisar os processos envolvidos nesses temas, mas não os temas em si com o intuito de encontrar alguma verdade.

Por isso, discutir esses três temas a partir de  algum ângulo ideológico suscita gargalhadas.

Mas há áreas do conhecimento humano que não são tabus, nem se consideram intocáveis pela verdade.Com elas podemos aprender coisas interessantes, novidades, insights, redescobrir coisas e, o mais importante, desaprender as mentiras que nos ensinaram no decorrer dos anos. O que falta às pessoas é um banho de verdade. Um banho de civilização, como dizia um colega médico, toda vez que passava um mês no exterior, "respirando civilidade e mudanças em curso." Depois voltava ao Brasil "recarregado."

Quando lembro que uma criança aprende versões da história que podem ser distorções da mente de algum professor de história da esquerda ou da direita, entendo o risco do processo educacional. Pode-se educar para mentiras, equívocos, lugares comuns e massificação. Geralmente assim  funciona o sistema educacional, com as suas avalanches de matérias, inúteis no decorrer dos anos. Quanto você lembra do que estudou no colégio? Obviamente que é melhor algum conhecimento do que conhecimento algum, mas os efeitos colaterais precisam ser pesados numa balança bem regulada, para evitar prejuízos no futuro.

Tenho buscado fontes alternativas de conhecimentos nos últimos cinco anos. Confesso que é  mais difícil do que encontrar ouro em Serra Pelada. Uma vez que outra, encontro livros e autores que nos "chocam" com verdades , novos paradigmas inimagináveis pelo senso comum. Ah, senso comum, somos escravos dessa falácia. Precisamos muito mais que senso comum para vivermos a vida com êxito e lograrmos nossos sonhos. Precisamos encontrar fontes de conhecimento livres de víéses, de interesses ocultos e de meias verdades.

Nessa busca solitária, já que o universo da leitura transita em temas rasos, como a autoajuda barata, a repetição de mantras de pensamento positivo e historinhas água com açucar ou mesmo romances tão ficcionais que se transformam em desperdício de tempo para uma mente já exageradamente imaginativa, tenho encontrado algumas " pepitas".

Para sermos mais inteligentes, precisamos ler coisas que ampliam a nossa percepção, investigarmos tópicos estranhos ao senso comum e descobrirmos peças de um quebra cabeça que é para profssionais e não amadores da vida. Neste blog o meu compromisso é ajudar os interessados a tomar um banho de lucidez e assim se tornarem mais proficientes em suas vidas, com mais autorealização.

Antes que o carnaval chegue, para evitar a superficialização do pensamento nas próximas semanas, convido-os a tomarem um banho de lucidez através das leituras sugeridas abaixo. Elas vão virar de ponta cabeça as suas concepções do mundo, das pessoas, das notícias veiculadas pela mídia, vão estraçalhar o senso comum( que é diferente de bom senso), vão eletrocutar os desinformados. Não sei se vocês conseguirão ler tanto em tão pouco tempo, mas se começarem na hora do desfile das escolas de samba e insistirem até o fim da Páscoa, vocês conseguem!

Qual será o prêmio? Lucidez, libertação intelectual, criatividade, um banho de civilização nesse marasmo de massificação e empobrecimento mental e cultural em que imergiram as pessoas.

Qual será o preço? Um pouco de desconforto mental, já que vocês terão suas feridas intelectuais mexidas e outros cortes serão feitos nas adjacências. Mas não se pode expandir sem dores, como não se pode hipertrofiar músculos sem malhar.

Os livros podem ser  lidos em qualquer ordem, mas recomendo que você leia-os ao mesmo tempo. Essa mania de ler um livro do início ao fim, para somente abrir outro é uma herança obsessiva do sistema educacional, uma mania de privilegiar o processo, descuidando do conteúdo. O que você quer, senão entrelaçar conhecimentos variados, possibilitando um intercâmbio de ideias e insights? Para fazer isso, é preciso misturar, associar, relacionar, reunir diferentes fontes de conhecimento ao mesmo tempo.

Os livros estão distribuídos abaixo. Preferi colocar as fotos e deixar a sua curiosidade procurá-los. Não perca tempo, comece hoje o seu longo e demorado banho, para remover a poeira depositada no seu pensamento, na sua maneira de enxergar o mundo, distorcendo as  lentes da verdade.













sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Adolescência e Escolhas Arriscadas


A adolescência é uma fase do desenvolvimento psicossexual que apresenta características peculiares, determinantes para o futuro do indivíduo.

Atualmente enxergamos a adolescência sob um prisma neurodesenvolvimental, não somente endocrinológico. Obviamente que os caracteres sexuais secundários começam a aparecer na puberdade, com as suas repercussões físicas e mentais. Uma região cerebral  chamada hipotálamo  comanda a secreção dos hormônios sexuais, levando à descoberta da sexualidade.

E justamente nesta fase delicada do desenvolvimento humano, muitas escolhas são feitas , caminhos começam a ser trilhados e armadilhas se interpõem no caminho rumo a um futuro saudável.

Os pais ficam confusos. Não há manuais de instrução completamente validados para obter êxito na tarefa de criar bem os filhos e todos os manuais para  adolescentes teriam que ser personalizados.

Neurodesenvolvimento:

Sem entrarmos nos meandros neurofisiológicos da adolescência, basta dizermos que um(a) jovem não é plenamente desenvolvido neste quesito. Isso explica a irresponsabilidade que lhes é inerente, com algumas exceções. É difícil um adolescente conseguir um primeiro emprego, justamente pela sua imaturidade comportamental, decorrente da sua imaturidade neurológica. Descobri isso empiricamente, ao solicitar ao meu sobrinho que construisse um site para mim. No dia em que estávamos discutindo essa possibilidade, ele parecia empolgado e "comprometido". Na semana seguinte havia esquecido tudo que tínhamos combinado. Frustrante. Assim se sentem os pais, a ponto de exclamarem "aborrecência." O desenvolvimento do córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento e controle dos impulsos ainda está incompleto, sendo apenas concluído no final da adolescência. Por outro lado, infelizmente, o sistema límbico, responsável pelas emoções e afetos, está hiperativo, levando a um desbalanço neuroquímico, com  consequente comportamento de risco, frequente nessa fase, como envolvimento com drogas, direção perigosa, sexo sem proteção, rebeldias e irresponsabilidades múltiplas. O adolescente é uma criança com energia de adulto e com acesso a "brinquedos perigosos". Essa combinação é explosiva.

Esse desbalanço neuroquímico intensifica reações que parecem ridículas para um adulto. Vejamos o exemplo de Márcia, que foi internada no Pronto atendimento, por tentar se matar ingerindo bebida alcoólica e remédios para dormir. Antônio, seu namorado, a deixou para "ficar" com outra. Essa "tragédia" provocou o fim do mundo( e eles sentem assim), "não vale mais a pena viver", " a vida perdeu o sentido"( nem começou a ter um sentindo, tamanho o caos neurológico e psicológico). Portanto, a escolha impulsiva leva a uma tentativa de suicídio. Muito(as) cortam os pulsos. Cabe lembrar que a perda desse amor aconteceu depois de longos três meses de namoro. Nessa fase, de incapacidade neurológica ou capacidade parcial, muitos adolescentes, geneticamente predispostos, sucumbem à depressão e  à ansiedade.

A maioria dos adolescentes ultrapassa esse "inferno vital" de maneira relativamente tranquila. Outros caem em armadilhas das quais nunca mais se recuperam. Os que conseguirem sobreviver à adolescência, terão a oportunidade de remodelar o cérebro, ampliando as habilidades neuronais e a aprendizagem, tornando-se adultos responsáveis, independentes e socialmente competentes.

As Armadilhas no Caminho

Juntamente com o desenvolvimento de algumas regiões cerebrais adormecidas, a adolescência traz uma alteração no funcionamento do Sistema de Recompensa Cerebral, que sofre um processo de hipoativação. O resultado é bem conhecido: abandono das brincadeiras infantis, impaciência, busca de atividades arriscadas, preferência por novidades e tédio. Nem mesmo adultos entediados lidam bem com esse estado emocional, imaginem adolescentes "descerebrados". Por um lado a busca de outros caminhos estimula a  uma maior autonomia, independização dos pais e identificação com outros modelos sociais( tribos). Por outro lado, na espera dos 10 anos que ainda faltam para uma completa finalização cerebral, muitos adolescentes se envolvem com drogas e fazem outras escolhas equivocadas. Enfrentam o mundo adulto com ferramentas ainda frágeis e um repertório mental e social em desenvolvimento. Por exemplo, a empatia, que pode ser traduzida como a capacidade de "se colocar no lugar do semelhante, entendendo os seus dilemas e ideias", é falho no adolescente, que permanece autocentrado, em  defesa de causas socialmente reprováveis. Quem olha para o próprio umbigo, não liga para as consequências de seus atos, muito menos para o desconforto que causa nos outros. Nessa onda, estão as marchas a favor de coisas danosas para sociedade e prazerosas para si mesmos, como a liberalização da maconha. Imaginem como vai ficar o cérebro adolescente que fuma maconha nessa fase delicada do desenvolvimento cerebral. Já pensaram? 

Neste momento, cabe aos pais, aos professores e aos modelos de comportamento responsável prover esses adolescentes com informações adequadas dos riscos de suas escolhas. Mais do que informação é necessário engajá-los em ações produtivas, como estudo e trabalho disciplinado. Para que o tédio não seduza através do uso de drogas para hiperexcitar o sistema de recompensa, precisamos conquistar os adolescentes por outros caminhos mais saudáveis. Neste momento, a desocupação acadêmica e laborativa associada à superproteção dos pais, que dão tudo e não exigem nada, leva a um risco de desvio comportamental aumentado. 

A adolescência é uma transição. Diante de encruzilhadas, jovens acertam e jovens erram. Os que erram pagam um preço alto demais pelo descuido. Morrem precocemente. Abandonam os estudos. Convertem-se em fardos para seus familiares. Tornam-se dependentes químicos irremediáveis e irrecuperáveis, trilhando um caminho sem volta. O índice de recuperação de drogas é baixíssimo. E nessa correnteza infeliz se vãos os potenciais e sonhos de uma vida inteira. Os pais transformam-se em  escravos de tentativas repetidas para salvar seus filhos, mas não conseguem. O cérebro que tinha a chance de se desenvolver torna-se atrofiado pela ação de drogas que destroem os neurônios e impedem o amadurecimento de áreas cerebrais nobres. As consequências sociais são desastrosas. E os adolescentes bem-sucedidos precisam agora pagar o preço direto e indireto pelas escolhas dos adolescentes mal-sucedidos. Um mundo muito desigual, que explica parte da insanidade  em que vivemos no planeta Terra.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Inteligência importa para alguma coisa?

Uma das grandes descobertas da psicologia no século XX foram os testes de QI.

Eles são atualmente muito criticados por outros pesquisadores, que desprezam a sua importância na vida prática. O que os testes de QI medem realmente? Eles medem uma gama de operações mentais, que juntas determinam um valor comparativo entre as pessoas que compõem a população geral. Vamos mostrar que os testes de QI continuam tendo valor na determinação de resultados cotidianos.

Uma parcela da população minimiza a importância da inteligência mensurada pelos testes de QI. Essa visão está relacionada com tentativas de justificar o seu próprio desempenho em testes de QI. Outros, apoiados por psicólogos que estudam alternativas a esses testes, relembram que os testes são inacurados, pois avaliam habilidades verbais e matemáticas, o que seria incompleto, já o indivíduo é muito mais complexo que essas habilidades isoladamente.

Em resposta aos testes tradicionais de QI, o psicólogo Howard Gardner, de Harvard, teorizou a existência das inteligências múltiplas. Assim, você é inteligente em pelo menos um domínio por ele estabelecido. Pode ser inteligente em matemática, em música, em relacionamentos humanos, em autoconhecimento, enfim, variantes que ficavam excluídas das avaliações puramente convencionais. Essa teoria é válida, mas sabemos que pessoas inteligentes, geralmente o são em vários domínios. Esse conceito ficou conhecido como inteligência geral, ou fator G. Abaixo desse componente global, cada pessoa teria um desempenho específico variável, melhor ou pior.

Toda essa introdução é para dizer que os testes de QI ainda continuam vivos. Eles são usados agora como marcadores de resultados como saúde, renda e longevidade.

Sim, inteligência importa para muitas coisas. E nunca é tarde para elevar o seu QI. Existe uma margem de 50 % para a sua elevação, através do aprimoramento cognitivo.

Veja abaixo a importância do QI:

__ A longevidade de uma pessoa depende do QI, pois ele determina o estilo de vida saudável, como evitar o tabagismo e outros comportamentos, menor risco de desenvolver transtornos psiquiátricos como depressão e transtornos de personalidade.
__ Envolvimento com acidentes, doenças cardiovasculares e suicídio estão diretamente relacionados com QIs mais baixos. Homens com QI baixo envolvem-se em brigas 8 vezes mais e possuem maior risco de morte precoce por violência.


sábado, 14 de janeiro de 2012

Uma Mente Brilhante

A recomendação do filme da semana é " Uma Mente Brilhante"( 2001) , que conta a história de John Nash, o matemático ganhador do prêmio Nobel de Economia pela sua teoria dos jogos.

O filme  aborda  a doença esquizofrenia, onde o personagem apresenta alucinações visuais e delírios. Na vida real, a esquizofrenia costuma ocorrer no final da adolescência, atingindo mais homens que mulheres e se manifesta  através de alucinações auditivas, que eram as que John Nash tinha na vida real. Uma em cada cem pessoas desenvolve esquizofrenia em algum momento da vida.
Quem não assistiu, assita. Quem assistiu, assista novamente.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Vida Cerebral começa aos 50 anos

Se a vida começa aos 40, a do cérebro começa aos 50 anos. A neurociência está comprovando que o cérebro fica melhor com o tempo. Obviamente estamos falando de cérebros sadios, sem doenças em curso, que foram protegidos de agressores internos e externos, que foram cultivados pelos seus donos. Foi-se a época em que as pessoas se resignavam com a perda cognitiva, como se fosse inevitavelmente inerente ao envelhecimento. Atualmente inúmeros trabalhos científicos comprovam que pessoas entre 40 e 65 anos apresentam os melhores desempenhos em testes cognitivos. O pico de performance é a partir dos 50 anos. Depois dos 65 anos há um relativo declínio, mas as principais funções cerebrais permanecem intactas.

Numa série de testes cognitivos- que medem as funções mentais superiores como inteligência, atenção, planejamento, memória e decisão- os idosos pontuaram melhor que pessoas mais jovens. Parece que os anos investidos na saúde cerebral constroem e modelam um cérebro mais eficiente, com sabedoria para decidir melhor e errar menos. Os jovens, por outro lado, conservam a velocidade cognitiva, isto é, rapidez de resposta, mas erram mais do que as pessoas de meia idade. 

O cérebro, mesmo depois dos 50 anos, continua a produzir novas conexões neuronais, principalmente em áreas da memória ( hipocampo) e córtex pré-frontal( centro da razão). Outra grande vantagem do "envelhecimento" é a bilateralização. O cérebro adquire a capacidade de promover uma melhor fluência de comunicação entre os dois hemisférios cerebrais, através de uma estrutura anatômica chamada corpo caloso. Em idade mais tenra, essa bilateralização é menos eficaz, havendo uma preponderância de funções. Apesar dos dois hemisférios sempre trabalharem juntos, há uma preferência de sinalização neuronal, dependendo das tarefas executadas.

Não adianta mais a velha justificativa de que idoso não pode mais render intelectualmente, que só resta aposentar-se,  que a perda de memória é causada pelo envelhecimento. Sabemos que os idosos com perda de memória e outros compromentimentos cerebrais, com manifestações mentais, têm alguma condição patológica subjacente. Nesses casos, o diagnóstico precisa ser feito e o tratamento prescrito, devolvendo o paciente ao estado pré-mórbido.

Os jovens possuem um potencial cerebral latente, mas isso não significa que converterão essa juventude cerebral em superioridade nas funções mentais superiores. O cerebro precisa de conteúdo, além das funções intactas, e isso se adquire com os anos de experiências e experimentação. Os jovens não concluem o desenvolvimento cerebral, principalmente do córtex pré-frontal, até o fim da adolescência. Isso os deixa vulneráveis a reações impulsivas e escolhas insensatas. A partir dos 50 anos, quem cultivou a saúde cerebral, pode administrar melhor as emoções, não caindo em armadilhas temperamentais da juventude. Os idosos também chegam mais rápido que os jovens à essência dos tópicos, economizando tempo.

Segundo a revista americana de ciência PNAS, os ganhadores do prêmio Nobel têm a sua ideia brilhante cada vez mais tarde. Na Física, a idade média subiu de 37,2 anos para 50,3 anos. Os cientistas precisam estudar muita coisa, ao longo de anos, antes que consigam descobrir algo novo.

A ideia equivocada  de que a partir dos 27 anos as pessoas entram em declínio cognitivo refere-se apenas à fisiologia cerebral, pela  menor velocidade de transmissão neuronal . Mas a velocidade não é tão importante assim. A velocidade é importante em algumas situações que exigem reflexos e respostas rápidas. Excetuando situações, como dirigir carros e  controlar o tráfego aéreo, a maioria das demandas exige boas respostas ao invés de respostas rápidas. Inteligência é responder melhor através de fazer  melhores perguntas.

Numa sociedade em que os jovens se intoxicam com álcool e drogas numa fase decisiva de conclusão da poda neuronal, supomos que o potencial latente ficará aquém do potencial alcançável. Sabemos que usuários "leves" de canabbis( 10 cigarros/mês) ficam em último lugar em desempenho acadêmico quando comparados com seus pares que não usam. O uso de cigarro ( industrial ou de maconha) produz a queda no QI( quociente intelectual) por diminuir o fluxo sanguíneo que oxigena os neurônios.

Quem terá mais potencial cognitivo- um jovem que se entorpece com drogas ou um indivíduo de meia idade que preserva o seu cérebro com hábitos saudáveis de vida?

Esses trabalhos lançam luz e otimismo sobre o futuro da saúde geriátrica. As pessoas , ao protegerem seus cérebros, podem conservá-los ativos até o fim da vida. Entre as práticas salutares para a saúde cerebral estão:  atividade física regular moderada, o consumo de ômega-3, encontrados em peixes, a socialização em ambientes alegres e positivos, o treinamento cognitivo( ginástica cerebral) através de leituras, palavras cruzadas e softwares de treinamento. O abandono do uso de substâncias de abuso, como álcool, drogas e açucar, a busca de novas experiências e o cultivo da curiosidade construtiva também são altamente benéficos.

Em 2007 comecei a "treinar" as minhas funções cognitivas no site mybraintrainer. Lá tive excelentes performances e até estabeleci  pontuações que me classificaram entre os primeiros colocados em diferentes testes. Depois esqueci do site por uns 4 anos. Recentemente voltei ao ele para relembrar os velhos ( novos ) tempos e tive uma surpresa. Nos testes em que a velocidade de resposta "deveria" cair, eu quebrei o meu próprio recorde! Fiquei mais rápido depois de ter envelhecido 4 anos! A única função cerebral que sabidamente declina, no meu caso, aumentou! Aí está a prova de que as pesquisas não mentem!

Aproveite, cultive o seu cérebro e pare de culpar a idade. Nunca é tarde para atingir a melhor idade, a do seu cérebro. Lembre-se, a vida cerebral começa aos 50 anos!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Megasena


A recomendação de leitura da semana é O Andar do Bêbado, de Leonard Mlodinow.

Você acredita que pode ganhar na megasena?

Você culpa o técnico pelas derrotas de seu time?

Você acredita que o desempenho de uma pessoa melhora depois que ela é elogiada ou repreendida?

Este livro aborda a influência da aleatoriedade nas nossas vidas. Muitas crenças, difundidas pela cultura, são falsas crenças. Esse livro é uma injeção de realidade na maneira como enxergamos o mundo, diminuindo as distorções perceptivas e as distorções de pensamento.
Você acredita que pode acertar os números da megasena através da identificação de padrões? E se esses padrões forem aleatórios? Que estrategias poderia aplicar para melhorar as suas chances nesse oceano de acaso?

Você acredita que os sonhos premonitórios podem lhe fornecer os números premiados? Veja a resposta no pé da página.

Durante um ano estudei " as ferramentas" para ganhar na megasena. Desde táticas e aconselhamento dos "especialistas" até a utilização de softwares e não ganhei nada! Num site de apostas online, verifiquei que um bolão com mais de 12000 jogos de 7 números conseguiu ganhar a quadra. Cada cota do bolão custava R$ 3000 reais! Ao ler o livro  O Andar do Bêbado entendi muitas  explicações dessa aleatoriedade em jogos. A verdadeira especialista em megasena parece ser mesmo a matemática, através das probabilidades.

Resposta: ..." Alguns anos atrás, um homem ganhou a loteria nacional espanhola com um bilhete que terminava com o número 48. Orgulhoso por seu 'feito', ele revelou a teoria que o levou à fortuna. Sonhei com o número 7 por 7 noites consecutivas, disse, e 7 vezes 7 é 48".( trecho do livro- Prólogo)