domingo, 1 de março de 2015

REVIEW do livro “Pensamento Positivo e Lei da Atração-porque não funciona para todos ? "




REVIEW

          O livro do Dr. Paulo Roberto Meller é diferente da maioria dos livros de autoajuda que estão no mercado, prometendo resultados miraculosos, com uma roupagem atraente de marketing que seduz para a ambição, o desejo e  o narcisismo. Ele é uma pérola científica a ser pinçada nas livrarias. Classifico-o  como um livro acadêmico e não de autoajuda.
        O texto é científico e ao mesmo tempo mantém o seu ritmo informal, não sobrecarregando o leitor com a linguagem densa da academia. Preserva os referenciais científicos, principalmente na análise crítica dos conteúdos abordados.
       Quando vi o livro, pensei por que o autor, reconhecido ortodontista e escritor com formação multidisciplinar, selecionou esta temática: “ Pensamento Positivo e Lei da Atração”?
      No transcorrer da leitura, pude entender os objetivos. O autor tenciona aprofundar um tema que faz parte do mundo psicológico de todos nós, mas que vem sendo abordado de maneira superficial e mercadológica. Principalmente ele se propõe a ajudar o leitor a corrigir os erros mais freqüentes na aplicação dos preceitos do Pensamento Positivo e  Lei da Atração. Reconhecer esses erros e corrigi-los vai impulsionar a sua vida na direção de resultados produtivos garantidamente. Você não produzirá milagres, mas certamente produzirá milagres dentro da sua realidade pessoal. Você aprenderá estratégias para otimizar os recursos da sua mente e alinhar o ambiente a seu favor na consecução das suas metas.
     O livro é dividido em duas partes: a primeira parte é sobre os 12 erros  cometidos pelas pessoas para as quais o Pensamento Positivo e Lei da Atração não funcionam e como evitá-los. A segunda parte é como aproveitar o potencial de sua mente e produzir ações para manter-se no comando de sua vida e em busca de seus objetivos.
    Tenho acompanhado a dedicação do Dr. Paulo Roberto Meller desde a década de 80. Posso garantir que você terá nas mãos a destilação de conhecimentos testados e restados na sua reconhecida carreira como ortodontista e profundo estudioso multidisciplinar, cujo trabalho transcende o seu campo de formação profissional.
    Para mim, um requisito indispensável ao ensinar é a curiosidade insaciável para aprender. Quem ama estudar, pode ensinar com a qualidade desse amor. Isso fica evidente na trajetória do autor, na sua dedicação aos pacientes, no seu estudo constante de assuntos diversos, sempre interligados na produção de  mais conhecimento qualificado.
    Leia o livro e implemente as estratégias na sua vida cotidiana. Eduque a sua mente, não a deixe abandonada ao acaso. Ela é muito importante para que você a negligencie em sua educação, deixando-a sob o comando de estímulos que vêm da mídia, de outros pessoas ou mesmo do seu próprio pensamento não-elaborado. A leitura do livro “Pensamento Positivo e Lei da Atração” vai mudar a sua vida para melhor e lhe devolver o poder de decisão acerca do que quer alcançar no presente e no futuro.


(Marcos Ferreira, Médico-Psiquiatra, Coach e Escritor)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Entrevista exclusiva com Joahnnes Mallow, o atual número um no Ranking Mundial de Memória





               Ele nasceu na Alemanha e é o atual número um no Ranking Mundial de Memória. Johannes Mallow, engenheiro e PhD pela Universidade de Magdebur, dedica-se a superar os limites da mente humana .Tivemos a honra de entrevistá-lo com exclusividade  para os nossos blogs no Brasil. Acompanhe a entrevista completa abaixo. O seu modo de ver as façanhas de memória vai mudar nos próximos minutos. Você pode imaginar?

               Como está a sua memória ultimamente? Johannes Mallow pode armazenar 1.080 dígitos binários em 5 minutos. Ou 2245 dígitos em 1 hora. Ou memorizar um baralho de cartas em 27,55 segundos ! E essas são apenas algumas das 20 disciplinas em que os atletas de memória demonstram as suas habilidades no Campeonato Mundial de Memória a cada ano.

1-Prezado Johannes, conte-nos um pouco sobre a sua história. Como você se interessou pelo assunto de memória e por quê?

Eu me interessei por esportes de memória primeiramente quando eu vi ,num programa de TV, um atleta de memória ensinar a uma celebridade como memorizar um número de 20 dígitos. Na Alemanha, essa celebridade é conhecida  por ser um pouco burrinha e uma vez que ela conseguiu essa tarefa de 20 dígitos,  pensei, OK, se ela pode fazer, eu também posso ;) . Então, eu fiz algumas pesquisas na internet e descobri sobre competições de memória e técnicas. Já desde o início foi muito divertido e tão fácil de melhorar que eu me tornei aficcionado por esportes de memória.

2-Sua pontuação no Campeonato Mundial de Memória é impressionante. Uma pessoa média pode pensar que esse desempenho está longe de ser possível para a capacidade humana num primeiro momento. É tudo uma questão de treinamento ou são necessários outros requisitos para alcançar esses resultados?

Acho que todo mundo pode aumentar o seu desempenho de memória se utilizar técnicas de memória. Para subir o último degrau da escada até o topo em esportes de memória, você precisa o que se precisa sempre para se tornar bem-sucedido em qualquer tipo de área: um objetivo claro, paixão, fé e amar o que faz. Especialmente nos esportes de memória ,o que foi muito importante  é que não estabeleci limites para mim mesmo. Essa foi a chave para melhorar.

3- Quanto você treina por dia ou por semana?

Isso depende se há uma competição pela frente ou não. Mas eu acho que a minha média de treinamento diário é de cerca de 10 minutos a 1 hora. Se eu estiver perto de uma competição ,pode ser mais. Talvez cerca de 10-15 horas por semana.Pode não  parecer muito, mas a coisa mais importante aqui é a continuidade. É como escovar os dentes. Eu acho melhor fazê-lo diariamente, do que fazê-lo uma vez por mês, durante duas horas ;)

4- Existem técnicas especiais para alcançar esse nível tão alto de desempenho . Você poderia compartilhar suas principais técnicas com os nossos leitores?

Há um conceito principal no mundo dos esportes de memória que todo mundo  usa: transformação! Isso significa que você tem que transformar as informações, que são difíceis de aprender, como números ou vocabulário, em algo fácil, como imagens ou histórias malucas. Se lhe contarem uma história fantástica, você realmente não tem que focalizar ou se concentrar para memorizá-la! Nos esportes de memória usamos isso. Isto é, o número 007 para um monte de gente é James Bond. Se você tem que memorizar 007 , apenas imagine James Bond. Eu desenvolvi o meu próprio sistema e agora eu tenho uma imagem para cada número de 000 a 999. Com criatividade, você pode transformar qualquer informação em alguma imagem memorável!
O segundo conceito principal é o Método de Loci.,que tem  mais de 2000 anos de idade. Aqui eu ando mentalmente através de um ambiente, que é familiar para mim, como a minha casa. Eu associo as imagens que tenho que memorizar com locais fixos. Esses locais podem ser 1- porta de entrada, 2 guarda-roupa, 3 cadeira ... Se tiver que memorizar as seguintes palavras: elefante, ovo, árvore,  imagino o elefante bater na minha porta, um monte de ovos em meu guarda-roupa e uma árvore que cresce em minha cadeira. Durante a recordação eu só tenho que trilhar o mesmo caminho novamente e as imagens vão aparecer em minha mente. Na minha opinião, essa é a técnica mais eficaz!

5- Em sua infância você foi uma criança normal ou já tinha alguns talentos ou traços em relação essas habilidades?

Talvez você devesse perguntar a minha mãe sobre isso! Mas geralmente eu era uma criança normal. Não havia nenhum sinal de qualquer talento especial na memória ou algo assim. Eu sempre fui muito interessado em coisas como jogos cerebrais ou números, mas também em outras coisas, como o futebol. Eu era uma criança curiosa. Eu não acho que fazer o que faço hoje  é uma questão de talento.

6-Você participa de vários campeonatos a cada ano. Você é um atleta em tempo integral ou trabalha com outros assuntos ao mesmo tempo?
Competir não é o meu trabalho integral ainda. Também dou palestras e seminários sobre técnicas de memória. Além disso, estou fazendo doutorado pela Universidade de Magdeburg. Eu sou um engenheiro, e pesquiso no campo de MRI (ressonância magnética).

7- Uma das queixas mais comuns hoje em dia é a de problemas de memória. As pessoas estão preocupadas com o risco de perder as suas habilidades cognitivas, incluindo o temor da "Doença de Alzheimer(DA)”. Outros enfrentam desafios em testes e em suas obrigações nos empregos e tarefas, devido à falta de memória e concentração. Você tem algum conselho a dar a eles?
Tais doenças são coisas realmente sérias e se houver indícios de que algo está errado ,você deve visitar um especialista. Mas acho que, até então, é importante manter-se ativo. Não só para o seu corpo, mas também para o seu cérebro! Em vez de se preocupar, encontre algo que o fascina ou desafia. Tente algo novo, aprenda outra língua, não importa quantos anos você tem. Vá para o museu, leia livros, jogue jogos cerebrais. Mantenha-se ativo mental e fisicamente, mas não se estresse. Se você precisar de um tempo de folga, tire tempo para você.

8-Quais são seus próximos objetivos na sua carreira? Você tem qualquer recorde para quebrar? Outras aspirações futuras?

O próximo grande objetivo no esporte de memória é ganhar o campeonato mundial de memória novamente. Essa sempre foi uma grande coisa para mim. Além de que eu quero encontrar o meu potencial. Eu quero saber do que eu sou realmente capaz quando faço um treinamento de memória mais profissional. Eu não vou para mais competições em todo o mundo só para competir, mas também para me conectar com as pessoas, para dar palestras e apresentações. Seria muito legal se eu pudesse me tornar um atleta em tempo integral e treinador nos próximos anos.

9-Você poderia nos falar sobre seus hobbies, pontos fortes e fracos e dados pessoais dos quais nossos leitores podem extrair mensagens de inspiração?

Inspirar as pessoas, dando conselhos ou algo assim é uma pergunta difícil. Mas às vezes as pessoas me dão feedback  de que eles se inspiraram quando viram a minha situação completa: desde os meus 14 anos de idade, sei que tenho uma distrofia muscular, chamado FSHD. Isso significa que os meus músculos sofrem uma deterioração no decorrrer do tempo  e há 4 anos  preciso de uma cadeira de rodas elétrica. Essa distrofia afeta o rosto, mãos, braços, pernas, tronco e muito mais. Nos últimos 19 anos teve um impacto profundo em minha vida fisicamente, mentalmente e emocionalmente e tive um longo caminho para superar as depressões e a minha visão negativa sobre a vida. Mas eu fiz isso! A vida é grande e eu não quero mudar com  ninguém mais. Encontrar algo que realmente amo fazer, foi uma coisa importante no meu caminho. Esportes de Memória me inspiraram, que há tantas coisas que eu posso fazer, não importa nenhuma doença ou problemas, e ter me tornado o campeão mundial  em 2012, me deu a impressão profunda de que Henry Ford estava certo: "Se você pensa que pode, ou você pensa que você não pode -. você está certo "

10- Você ensina seus conhecimentos de alguma maneira? Você tem um site, um livro, um curso online ou recomenda uma fonte de pesquisa adicional para quem está interessado?
Como mencionei, eu estou prestes a começar a dar mais palestras e coaching e meu site internacional e um livro planejado ainda estão por vir. Se você quiser, pode conectar-se comigo: johannes.mallow@googlemail.com.
Enquanto isso, existem alguns bons recursos na Internet, como o fórum: http://mt.artofmemory.com ,onde você encontra tudo de que precisa para começar. Também posso recomendar os livros de Dominic O'Brien, que é um ex-campeão do mundo de memória.
 
 
                                                           Leitura Dinâmica e Estudo


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ENTREVISTA com PAULO ROBERTO MELLER sobre o seu livro






    Paulo, antes de falarmos sobre o livro “Pensamento Positivo e Lei da Atração”, gostaríamos de saber um pouco a respeito da tua história de vida. Poderia nos falar a respeito?

   R-   Primeiro quero agradecer a disponibilidade do Dr. Marcos Sandro Ristow Ferreira, médico psiquiatra e ex-professor de psiquiatria da Universidade Federal de Santa Maria, em fazer esta entrevista. Fico muito feliz e grato por ter me prestigiado com a leitura de meu livro e, o principal, por ter gostado dele. Aos leitores de seus blogs o meu grande abraço.

   Me interessei muito cedo pelo fenômeno da Hipnose vendo meus irmãos mais velhos praticá-la, influenciados por um Irmão Marista grande amigo de nossa família, conhecido como “Irmão Vitrício”, profundo conhecedor da Hipnose e introdutor de uma técnica no Brasil trazida da França. Assim foi que me tornei um apaixonado pelo estudo e pela prática da Hipnose, bem como de tudo o que diz respeito à mente e ao cérebro. Fiz diversos cursos nesta área e também sou habilitado em Hipnose pelo Conselho Federal de Odontologia.
   
   Passei no vestibular de Medicina e de Odontologia, sendo que optei por Odontologia. Mesmo tendo um irmão médico e outro dentista, acredito que fui influenciado por uma aptidão minha também nessa área. Fiz um pós-graduação em Ortodontia (Bauru/USP) e também residência de 2 anos no Setor de Ortodontia do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, em Bauru. No consultório exerço exclusivamente a Ortodontia, desde 1981.

   Como gosto muito de estudar, tive outras formações: Direito, Marketing, Psicanálise Clínica, Psicanálise Didata, Hipnose Clínica Clássica, Psicoterapia e Hipnose Ericksoniana, Hipnose Condicionativa, Parapsicologia, Programação Neurolinguística, entre outras. E continuo sempre lendo e estudando muito, fazendo outros cursos.

   O que te motivou a escrever o livro sobre esse tema especificamente, “ pensamento positivo” e “ lei da atração”. O que pretende contribuir com essa temática?

R-   É por demais sabido que praticamente tudo começa com um pensamento, e que o tipo de pensamento que mantemos está moldando a nossa vida – para melhor ou pior. O Pensamento Positivo e a Lei da Atração estão inter-relacionados, isto é, se baseiam no princípio de que nossos pensamentos têm a “tendência” de determinar nossa realidade, uma vez que o modo como pensamos determina a maneira como agimos.

    Veja bem, disse “tendência”. Não existe o “pensamento mágico” suficiente para as pessoas alcançarem “tudo” o que querem. Ouvir frequentemente de tantas pessoas, especialmente daquelas que mais precisam se ajudar, ideias erradas sobre o assunto, foi um dos motivos pelos quais resolvi ajudá-las, escrevendo o livro e mostrando os 12 principais erros cometidos pelas pessoas para as quais o Pensamento Positivo e a Lei da Atração não funcionam, e como evitá-los. Assim que só pensar positivamente pouco adianta, é incompleto, necessitam também fazer a sua parte agindo.  Em termos simples, querer (somente!) não é poder. Querer e agir bem (sim!) é poder. Somente “querer” é apenas um dos erros, no livro apresento também outros tão ou mais importantes.

    Conhecemos a Indústria do livro de autoajuda , com título variados para todos as necessidades. O que teu livro é diferente em relação a outros livros do gênero, tanto no mercado brasileiro e como no mercado mundial?

      R-    Escrevi um livro de autoajuda tratando daquilo que as pessoas em geral “querem e precisam”, ou seja, aprenderem mais sobre aquilo que diz respeito a todos nós e todos os aspectos de nossas vidas – nosso potencial mental.
              A contribuição inédita do livro é esclarecer o assunto, mostrando os erros cometidos pelas pessoas ao colocarem em prática o Pensamento Positivo e a Lei da Atração, indicando estratégias para evitá-los, bem como para aproveitarem o potencial de suas mentes para alcançarem seus objetivos. Também o livro se diferencia dos demais por conter muitas criações minhas, como o leitor pode constatar ao lê-lo.
               Disse que escrevi um livro de autoajuda, mas também fiquei feliz pelo livro ter se tornado acadêmico, com professores indicando aos seus alunos, sendo usado em grupos de estudos, indicado por profissionais da área de saúde para seus pacientes etc., inclusive tendo sido catalogado, conforme Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP), que constam no livro, em 1.Psicologia, 2.Autoajuda e 3.Sucesso.

    Se pudesse escolher três aconselhamentos para dar aos leitores interessados em ler o teu livro, quais seriam?

R-     1-  Algumas pessoas podem saber muito sobre seu celular, seu carro, suas atividades e por aí afora – e por que não sobre sua mente, que comanda sua vida?
    Um dos filósofos britânicos mais influentes, F. H. Bradley, já aconselhava com muita propriedade: “O conhecimento que mais vale a pena obter é o que envolve saber mais sobre sua própria mente”.
2-      O meu livro é inédito, ou seja, nele você vai encontrar muita novidade. Em outros termos, muita coisa que você não sabe, ou não conhece, até por que, como disse, algumas foram criadas por mim.
3-     Se o Dr. Marcos Sandro Ristow Ferreira, médico psiquiatra e um estudioso da mente e do cérebro, gostou do livro, com toda a certeza você também vai gostar!

          O pensamento positivo funciona mesmo ou não? Quais seriam os motivos para que ele funcione para algumas pessoas e não funcione para outras?

        R-    Eu diria que mais importante e producente do que o Pensamento Positivo ou pensar positivamente é o pensamento correto, adequado ou apropriado, o que, por sua vez, é positivo. Pensar corretamente não leva a resultados infalíveis, mas com toda a certeza escolhemos melhor e decidimos mais acertadamente. Portanto, simplesmente funciona!

              O porquê dele funcionar para muitas pessoas e para outras não é a razão de meu livro. Vou deixar para o leitor descobrir essas razões ou motivos ao saborear a leitura. São 368 páginas de valiosos conhecimentos...

              Para alguém que já sabe muito do que consta no livro, é também excelente para refrescar a memória. E para aqueles que acham que já sabem tudo, lembro que no livro há muita coisa que eu criei, como já disse, assim que só lendo mesmo para saber das inovações.

         O pensamento positivo parece ser um “constructo” essencialmente mentalQual a importância da mente na consecução dos resultados desejados através do pensamento positivo?
     
      R-     Nossa vida é feita de escolhas, e cada atitude que tomamos é tão valiosa quanto o pensamento que a gerou. Daí a importância de nossa mente ou, mais precisamente, como exploramos nossa capacidade mental para usá-la da forma mais eficaz possível.


         A ‘lei da atração” significa uma lei física? No que está embasada essa lei? Poderia nos dar exemplos?

 R-    Há inúmeros estudos que explicam como se dá o processo da Lei da Atração. Um deles diz que tudo no Universo é energia vibrante – possui um tipo de frequência vibratória e que essas ondas ou energias de mesma frequência têm a característica de se atraírem (Lei da Atração). O estudo dessas ondas é feito pela Física Ondulatória, também denominada Física Quântica.
       Simplificadamente, temos a tendência, propensão ou predisposição de atrairmos para nós a essência daquilo que ocupa predominantemente e consistentemente nossos pensamentos. Essa lei é conhecida na Bíblia através da metáfora da semeadura e da colheita: “O que semear, você colherá”.

       Quanto aos exemplos, trata-se do livre-arbítrio, que nos foi dado pelo Criador: podemos “semear” qualquer coisa, e somos submetidos a colher os resultados daquilo que plantamos.

      Apesar de a Lei da Atração ser uma “lei”, não é infalível. O que quer dizer que tem suas restrições, conforme comento no livro. Como tudo na vida, temos que usá-la com bom senso, lembrando sempre que o grande resultado se dá quando o pensamento é combinado com a ação.

   Quais as vantagens de aplicar os conhecimentos contidos no teu livro na vida pessoal, relacional e profissional do leitor? E quais as desvantagens de não aplicá-los?
     
     R-    A grande vantagem de ler o meu livro e aplicar os seus ensinamentos é o enorme poder transformador, fantástico, que têm seus ensinamentos de serem capazes de mudar ou melhorar, em todos os sentidos (como comentou uma leitora) a vida do leitor.
        Ao não conhecer e, principalmente, não aplicar esses conhecimentos, está deixando de aproveitar algo muito útil e proveitoso para a sua vida. No dizer de Confúcio, citado no meu livro: “Fica muito difícil ajudar aqueles que não ajudam a si mesmos”.

  Na tua vida pessoal, aplicaste os preceitos ensinados no livro e eles produziram resultados? Poderia nos dar um exemplo pessoal? Ou de alguém que conheças?
       
      R--     Confesso sincera e honestamente que não me acho nada inteligente. Resta-me, portanto, vencer pelo esforço. Inclui-se neste “esforço” pensamentos e ações, positivos, é claro.
                  Uma família maravilhosa, um profissional de sucesso e um livro elogiado pelas pessoas em geral e também no meio acadêmico, bastam, não precisando me estender demais.
               
                   Vale aqui lembrar o que escrevi na página 34 do meu livro: “... Ou, quem sabe “acham” que é devido somente ao fator sorte que as pessoas têm sucesso, e que a maneira de pensar delas não conta em nada”.


         Paulo, podemos esperar o lançamento de novos livros no futuro? Quais serão os temas abordados?
    
          R-      Sim, sempre gostei de escrever e estou transformando em livros aquilo que escrevi e que constam de meus arquivos.  Ademais, publicando meus livros posso me tornar mais útil à sociedade, beneficiando um número bem maior (infinito) de pessoas, ou seja, posso “ajudar o próximo” e também o que está bem longe, sentindo-me abençoado por fazer algo que pode ser importante na vida dos outros.
            Quanto aos temas, sou bem eclético, isto é, gosto de me aprofundar em diversos assuntos.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

NOVIDADES para o mês de Fevereiro







No mês de fevereiro...

1- Entrevista com o psiquiatra grego, Dr. EVANGELOS KATSIOULIS.

2- Entrevista com o ortodontista , Dr. PAULO ROBERTO MELLER, autor do livro " Pensamento Positivo e Lei da Atração."

3- Nova secção Perguntas e Respostas em Psiquiatria.

domingo, 11 de agosto de 2013

Elevando o seu QI. com

 Um novo Software promete elevar o seu QI em 20 pontos!

O nome é SMART( Strengthening Mental Abilities with Relational Training). É uma ferramenta de ensino comportamental revolucionária, desenvolvida em pesquisas de laboratório na Europa e EUA, mas agora é oferecida pela University of Ireland, chamada de Relational Frame Training Ltd.

O programa online SMART ajuda o usuário a se tornar "expert" nas mais básicas habilidades cognitivas, chamadas de habilidades relacionais. Essas habilidades são subjacentes a tudo que fazemos com nossas mentes na vida diária. Melhorando essas habilidades você terá um melhor funcionamento na escola, no trabalho, na resolução de problemas e na tomada de decisões no dia-a-dia.

A inteligência parece estar associada com algum grau de organização relacional do conhecimento, isto é, a extensão com que uma pessoa entende as coisas relacionadas a outras. E essa organização de ideias e conceitos foi visível na organização dos neurônios no córtex pré-frontal dos participantes da pesquisa, publicada no  The Science Journal Brain Research, por Kalina Christoff, da Universidade de British Columbia.

Com o investimento de 30 a 45 minutos, algumas vezes na semana, você pode melhorar uma gama de habilidades intelectuais, subjacentes a tudo que você faz na escola e na vida cotidiana. O tempo completo para finalizar o treinamento é de 8 a 12 semanas.

Abaixo veja o que o exercício promete melhorar:

1- Nível de Vocabulário
2- Pensamento Abstrato
3- Concentração
4- Alerta a detalhes
5- Melhora da coordenação visual motora
6- Raciocínio Não-verbal
7- Raciocínio Indutivo
8- Habilidade de Planejamento
9- Velocidade de Processamento de Informações
10- Análise do relação parte-todo

Os idealizadores do software são os psicólogos Dr. Bryan Roche e Dr.a Sarah Cassidy, da National University of Ireland, Maynooth. 
São três módulos com um total de 70 estágios de treinamento, com suporte online.
Os preços para usar o software variam de $ 19.95 para 1 mês, $ 79.95 por 6 meses e $ 119.95 por 1 ano.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria-RS, o dia em que o mundo parou!




  Eram 10h30min da manhã de domingo, dia 27/01/2013. Minha esposa me acorda e sussura no meu ouvido: 

__  Aconteceu uma tragédia numa boate chamada KISS. Não quis te acordar antes, mas desde às três da manhã estou acompanhando pelo facebook. Mais de 200 pessoas morreram!

    Ainda meio sonolento, não dimensionei o tamanho das mudanças em nossas vidas a partir daquele despertar. Estava sonolento e meio entorpecido, quase que inconscientemente sentindo o que teria que enfrentar nos próximos dias. 

Minha esposa falou novamente:

 __  Estão precisando de médicos, psicólogos e psiquiatras no ginasião municipal, para onde levaram os corpos que serão reconhecidos pelas famílias. Já liguei para o Hospital de Caridade para ver se eles precisavam de médicos voluntários, mas no momento estão com a equipe completa.

__ Marcos, você não acha que devíamos ir ajudar? 

Ainda com o entorpecimento típico de um domingo atípico, me adiantei, querendo inconscientemente fugir de tamanha responsabilidade, que viria, ao ser obrigado a enfrentar essa tragédia. Respondo meio aflito e irritável:

 __  Ajudar como? Pensei imediatamente nos psiquiatras que conheço e imaginei se eles iriam para lá também. Havia lido poucos minutos antes no facebook do Dr. Vilmar Seixas, que ele viria ajudar, já estava viajando de Capão da Canoa para Santa Maria. Então, a Andréia, minha esposa, médica ginecologista , insiste: 

__  A Aline( psicóloga, amiga nossa) está nos convocando. A situação é muito triste.

Minha irritação aumenta, percebo que não terei como fugir. Não se pode fugir da vida. E a vida que tenho neste momento é aqui em Santa Maria, num domingo fatídico e eu sou psiquiatra.

__  Ok. Vou tomar um banho rápido e vamos para lá.

Em 10 minutos estávamos na frente do Ginásio Municipal, munidos de carteira de identidade profissional , tentando entrar no portão errado.

__ Guarda, somos médicos, viemos ajudar e ele é psiquiatra. .
__Moça, a equipe está completa. 

 Minha esposa responde: 

__ Não, fomos chamados, precisamos falar com a psicóloga Aline. Eles precisam de psiquiatra. Não tem muitos psiquiatras em Santa Maria.

Contornamos o prédio e fomos até a frente do ginasião. Logo um militar do Exército nos levou até outro portão, por onde entramos no complexo.  Lá na frente, tivemos o primeiro sinal do que seriam as próximas horas, dias... Familiares exaltados, querendo entrar para reconhecer seus mortos.

 __  Vocês não entendem!? Nós queremos ajudar, deixem-nos ver nossos filhos!, gritavam familiares aflitos.

Logo chegamos na porta principal do primeiro ginásio. Lá já havia pessoas circulando, algumas sentadas nas arquibancadas, outras vestindo jalecos brancos, transitando pelos corredores, de todos os lados, luvas nas mãos e bolsos, mascaras esvoaçantes no pescoço. 

__  Falem com a Melissa, ela está coordenando a equipe de Saúde.
__ Melissa, você mesma. Nós somos médicos e viemos ajudar.
__ Venham comigo para se cadastrarem.  

Recebemos dois crachás de micropore, um escrito "psiquiatra "e outro escrito " médica". Fomos até os fundos do salão, onde uma equipe de enfermagem já aguardava, com medicamentos. 
___  Vou ficar na equipe da psiquiatria, disse a Andréia. 
 ___ Ajudo na parte clínica e vocês na parte psiquiátrica.

Ainda estonteados com a intensa movimentação, me questiono mentalmente:  Será que tem algum outro psiquiatra aqui? Logo questiono em voz alta.

__ Sim, o Dr. Neri está aí.  

Ufa, não estou sozinho, posso trocar ideia com alguém da área. 

Logo avistamos o Dr. Ângelo, a Dr Hilda, o Dr Maurício, "o Jack" veio. Ah! Aquele rapaz de jaleco parece residente da psiquiatria. Já somos um time, não estou sozinho neste campo de guerra, pensei.

__Como vamos atuar? Estavam falando em cada psiquiatra compor uma equipe, junto de enfermeiros e psicólogos. 
__ Acho melhor formamos um local centralizado da psiquiatria, para atender as pessoas que precisarem, opina o Dr. Neri.

__Vamos para lá., então., conclamo.
 __ O que vocês tem de medicamentos? 
__Temos rivotril, diazepan, valeriana, imipramina, etc.
__Tira fora essa imipramina e valeriana, não usamos isso em emergências,  falo com autoridade. 


Começamos os primeiros atendimentos, antes mesmo do início do reconhecimento dos corpos pelos familiares. Uma moça, de uns vinte e poucos anos, começou a ter uma crise de ansiedade, seguida por sintomas conversivos. Foi medicada com rivotril e deitada na maca. Muitos psicólogos já se aproximavam dando o suporte psicoterápico brevíssimo, com ajuda de dois enfermeiros.

Logo, mais um atendimento, mais outro, e outro...
___  Crise hipertensiva, fala a Andréia. Traz um captopril SL.
___ Essa aqui está com a sistólica elevada, que você acha darmos um calmante para ela?

Respondo:
__ Claro!. 
__Um rivotril, pergunta a Andréia.
__ Sim, um rivotril 0,5mg.

___Vocês trouxeram haldol e fenergan?  pergunto. 

__Não, só temos diazepan injetável. 
__Então providenciem, porque se houver alguma agitação psicomotora , esses medicamentos que temos aqui não dão conta.

De fato, mais tarde o haldol e fenergan injetáveis foram usados em duas situações de agitação intensa, numa em que a mãe  perdeu dois filhos e naquela moça, medicada antes de reconhecer o corpo de um parente. Depois do reconhecimento, ela ficou ainda mais agitada, precisou ser sedada e contida na maca.

___ A senhora quer falar? Se quiser falar, fale , se não quiser, eu entendo e estou aqui para lhe ajudar, disse a Andréia.
 ___ Sim, ele recém tinha terminado o ensino médio, um rico de um guri. Eu só quero o meu filhinho de volta.Agora que ele ia estudar. Só trabalhou até hoje. Somos da cidade de Jóia.

Ao escutar o diálogo de "orelhada", fiquei emotivo pela primeira vez. Senti uma tristeza brusca, tosca e atrapalhada. Até aquele momento ainda me mantinha robotizado, avaliando e medicando, através do entorpecimento matinal. Mas o combustível acabou ... me peguei humano, fragilizado pelo sofrimento de uma mãe.

Encontro o Dr. Neri, colega psiquiatra.
__ Já viu os corpos?
__  Não, respondi.
__ Acho que todos da equipe deveriam ver, até para ajudar os familiares e conhecer os limites de cada um. Há pessoas aqui que nunca passaram por essa experiência, concluiu.
__ Vamos lá, Marcos?!, convidou a Andréia.

Fomos ao outro ginásio, adjacente ao principal. Passamos pelo sol quente, e então encontro o Maurício, do Jornal.
 __Que situação! , hein. 
__ Horrível, respondi rapidamente, apressando o passo para chegar no outro lado.

A paisagem modificou-se. Guardas na porta vigiavam a entrada. Caminhões estacionados no lado de fora.
Entramos.
Chegamos até a porta principal do ginasião.
Então, deparei-me com o meu limite, como disse o Neri.  Fixei o olhar rapidamente, como se querendo testar a resistência das minhas retinas diante do inimaginável. 

Olhei rapidamente. Olhei fixamente então. Continuei firme, meus olhos registraram um cenário de guerra. Corpos dispostos lado a lado, em cima de uma lona preta, num salão frio, ainda com os sinais da fuligem, dos machucados e do fogo.
Não pareciam tão jovens, mas foi um engano inicial.
Eram muito jovens. Seus corpos deitados, com as carteiras de identidade e celulares sobre o peito.
Rostos serenos em dois que pude fixar os olhos. Lábios escuros pela  asfixia.
Alguns com mãos em garras, em busca de algum fôlego que não veio.
Alguns com o rosto queimado pelo calor ou pela borbulha quente do líquido pulmonar extravasado pela boca.
Alguns com queimaduras no tórax.
Todos mortos, como num campo de guerra, recolhidos para reconhecimento. Sim, o triste reconhecimento pelos pais, amigos e parentes. Estava diante do inimaginável. Imagens que carrego comigo, num piscar de olhos ou quando acordo pela manhã. Ainda posso ver, por muito tempo verei, porque minha retina ficou queimada como eles com a marca da tragédia. Caixões passavam pela porta, tão logo havia um reconhecimento.

Na manhã de domingo , acordei entorpecido. Não podia dimensionar o tamanho da tragédia que se abateu sobre a minha cidade, na qual vivo há 22 anos. Ainda não consigo dimensionar o que está acontecendo...Mas posso dizer que os olhares secaram, junto com a vida de 235 mortos dessa tragédia. Em cada pai que recolheu seu filho ou filha, nos voluntários que sofriam, mesmo tendo que demonstrar força, nos profissionais que também atendemos, sentindo-se mal diante da dura missão de ajudar os sobreviventes,  não encontro mais palavras... 

No dia 27/01/2013, uma tragédia ceifou a vida de centenas de jovens, a sua esperança de futuro e a esperança de seus familiares, mortificados pela perda.  Neste dia, tive que encarar a vida...tentei fugir, mas  não tinha para onde correr, pois o mundo inteiro acontecia aqui na minha cidade. E diante do inimaginável, calei... entorpecido outra vez.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Dos Livros de Autoajuda ao Ceticismo Saudável



Agora que o mundo não acabou, pela décima sétima vez prenunciado, vou abordar um tema de suma importância. Trata-se do poder das crenças bizarras.

A vida é essencialmente caótica e se nós formos acreditar em tudo que falam, em todos os boatos e modismos, ficaremos mais confusos e muitos se transformarão em fanáticos.

Como autor de dois livros de autoajuda, posso falar tranquilamente que evolui desse nível primário para um  nível mais avançado e realista, o da negação de crenças bizarras, pensamentos mágicos, alegações sem evidências, crendices, lendas urbanas e esoterismo barato.

Quando somos crianças, nossa imaginação infantil confabula enredos e acredita no sobrenatural. Nossa autoestima é incipiente, e num longo processo de amadurecimento psicológico, através do desenvolvimento cerebral , vamos vivendo novas experiências e também questionando afirmações, ideias aceitas como normais e padrões de referência duvidosos. Isto é, abandonamos a idealização da cultura popular e escapamos do automatismo das massas. É o mínimo que a honestidade intelectual precisa fazer por um estudioso.

Vivemos numa época tecnológica. Mesmo assim, ainda existem pessoas que acreditam em crenças medievais. Você poderá argumentar que não há nada de errado em ter as próprias crenças, porque é um objeto de escolha e de fé. Muitos dirão que até é divertido acreditar em histórias fantásticas, místicas e passatempos esotéricos.

Evoluí dos livros de autoajuda, que me apoiaram na adolescência e início da vida adulta, para um ceticismo saudável. Não me considero um cético rabujento, dominado pelo materialismo insípido. No meu livro " As Duas Inteligências", abordo diferentes assuntos, entre eles, as religiões, o cérebro, a mente e outros tópicos polêmicos. Fazendo um reflexão crítica, digo que embebi o livro de crenças pessoais, de acordo com os dados de que dispunha para raciocinar. Se vocês estão lembrados, a qualidade dos dados na FÓRMULA DA INTELIGÊNCIA determinará a qualidade da conclusão. Minhas conclusões foram coerentes com o meu momento de vida. Como um ensaio filosófico mantém todos os méritos.

Hoje estou iniciando 2013 com um pensamento mais científico e menos crédulo. Ampliei a minha percepção(o segundo componente da fórmula) e revisei várias conclusões propostas no livro. Nenhum problema em admitir equívocos e conclusões incompletas, haja vista a disponibilidade de dados naquele momento. Mas a ciência está sempre disposta a revisar os seus pressupostos e as conclusões, quando novos dados vão surgindo.

Acreditar que crenças bizarras são inocentes não corresponde aos fatos. Assisti a entrevistas, vi livros escritos sobre o fim do mundo, pessoas  sumirem de casa para se juntar a algum grupo de lunáticos em bunkers escondidos, conversas intermináveis sobre o fatídico 21 de dezembro de 2012. E o mundo não acabou. Quanto energia jogada fora, quanto dinheiro gasto, quanto tempo desperdiçado. E o planeta Niburu, hein??

O cérebro, infelizmente, conserva a sua configuração evolutiva, que durante a época das cavernas acreditava em riscos imaginários. Acreditar era a diferença entre sobreviver ou ser devorado por um tigre. Imagine um barulho na floresta. Valia a pena acreditar que era um predador e escapar vivo. O custo do erro era pequeno, confundir o barulho do vento com a aproximação de predadores. Esse erro cerebral foi importante para chegarmos ao presente. Mas atualmente as feras estão em reservas ecológicas ou em circos. Entretanto, a memória cerebral continua conosco. E dessa memória nascem as crenças! Em seu livro "Cérebro e Crença", o cientísta Michael Shermer, esmiuça os detalhes interessantes dessa relação, explicando muitos fenômenos como fantasmas, conspirações, crenças estranhas e credulidade infantil.

Um aspecto interessante dos estudos de Michael Shermer, também editor da revista Skeptics, mostra que mesmo pessoas inteligentes acreditam em coisas estranhas, como abordado no seu outro livro "Por que Pessoas acreditam em Coisas Estranhas". Pessoas inteligentes , apesar de inteligentes, possuem módulos mentais crédulos, totalmente dissociados da sua inteligência geral, o que permite a coexistência "pacífica" entre  o real e o imaginário, o possível e o improvável, além de argumentos mais sofisticados para defender as suas ideias. Nas palavras de Shermer, " primeiro as pessoas desenvolvem crenças e depois buscam argumentos para defendê-las."  E não "deveria" cientificamente falando ser dessa maneira. Na Ciência, as comprovações levam às conclusões e não as conclusões buscam comprovações.

Para os medianamente crédulos, não vai ser nenhuma violência ler obras de escritores céticos como Sam Harris e Richard Dawkins. Eles defendem uma disseminação do conhecimento científico válido para a população, tão desprovida de conhecimento verdadeiro, e tão empanturrada de discursos ideologicos, politicos e religiosos. Para os fanáticos, para os religiosos extremistas, não aconselho ler esses livros, porque  são muito agressivos, até mesmo "blasfêmicos". Fico imaginando o que seria da Medicina, se fôssemos proibidos de despir pacientes, por motivos de pudicismo. Ficaríamos impedidos de descobrir as doenças , realizar cirurgias e descobrir novos tratamentos, com um prejuízo inegável para a humanidade. Adentrar o proibido é um passo necessário para descobrir as verdades.

Decidi começar o ano de 2013 mais cético do que eu era. Vejo que uma boa dose de ceticismo é saudável. Não sou uma pessoa fechada, aceito mudar de opinião, desde que os dados e evidências me conduzam a novas conclusões válidas. O paradigma científico continua o melhor recurso para descobrir a verdade onde quer que ela se esconda. E desmascarar inverdades, crendices e crenças bizarras.