sábado, 10 de janeiro de 2015

Neurônios e Saúde Mental: Ritalina- "Doping Mental"

Neurônios e Saúde Mental: Ritalina- "Doping Mental"

Neurônios e Saúde Mental: Depressão e o Ano 2030

Neurônios e Saúde Mental: Depressão e o Ano 2030

domingo, 11 de agosto de 2013

Elevando o seu QI. com

 Um novo Software promete elevar o seu QI em 20 pontos!

O nome é SMART( Strengthening Mental Abilities with Relational Training). É uma ferramenta de ensino comportamental revolucionária, desenvolvida em pesquisas de laboratório na Europa e EUA, mas agora é oferecida pela University of Ireland, chamada de Relational Frame Training Ltd.

O programa online SMART ajuda o usuário a se tornar "expert" nas mais básicas habilidades cognitivas, chamadas de habilidades relacionais. Essas habilidades são subjacentes a tudo que fazemos com nossas mentes na vida diária. Melhorando essas habilidades você terá um melhor funcionamento na escola, no trabalho, na resolução de problemas e na tomada de decisões no dia-a-dia.

A inteligência parece estar associada com algum grau de organização relacional do conhecimento, isto é, a extensão com que uma pessoa entende as coisas relacionadas a outras. E essa organização de ideias e conceitos foi visível na organização dos neurônios no córtex pré-frontal dos participantes da pesquisa, publicada no  The Science Journal Brain Research, por Kalina Christoff, da Universidade de British Columbia.

Com o investimento de 30 a 45 minutos, algumas vezes na semana, você pode melhorar uma gama de habilidades intelectuais, subjacentes a tudo que você faz na escola e na vida cotidiana. O tempo completo para finalizar o treinamento é de 8 a 12 semanas.

Abaixo veja o que o exercício promete melhorar:

1- Nível de Vocabulário
2- Pensamento Abstrato
3- Concentração
4- Alerta a detalhes
5- Melhora da coordenação visual motora
6- Raciocínio Não-verbal
7- Raciocínio Indutivo
8- Habilidade de Planejamento
9- Velocidade de Processamento de Informações
10- Análise do relação parte-todo

Os idealizadores do software são os psicólogos Dr. Bryan Roche e Dr.a Sarah Cassidy, da National University of Ireland, Maynooth. 
São três módulos com um total de 70 estágios de treinamento, com suporte online.
Os preços para usar o software variam de $ 19.95 para 1 mês, $ 79.95 por 6 meses e $ 119.95 por 1 ano.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria-RS, o dia em que o mundo parou!




  Eram 10h30min da manhã de domingo, dia 27/01/2013. Minha esposa me acorda e sussura no meu ouvido: 

__  Aconteceu uma tragédia numa boate chamada KISS. Não quis te acordar antes, mas desde às três da manhã estou acompanhando pelo facebook. Mais de 200 pessoas morreram!

    Ainda meio sonolento, não dimensionei o tamanho das mudanças em nossas vidas a partir daquele despertar. Estava sonolento e meio entorpecido, quase que inconscientemente sentindo o que teria que enfrentar nos próximos dias. 

Minha esposa falou novamente:

 __  Estão precisando de médicos, psicólogos e psiquiatras no ginasião municipal, para onde levaram os corpos que serão reconhecidos pelas famílias. Já liguei para o Hospital de Caridade para ver se eles precisavam de médicos voluntários, mas no momento estão com a equipe completa.

__ Marcos, você não acha que devíamos ir ajudar? 

Ainda com o entorpecimento típico de um domingo atípico, me adiantei, querendo inconscientemente fugir de tamanha responsabilidade, que viria, ao ser obrigado a enfrentar essa tragédia. Respondo meio aflito e irritável:

 __  Ajudar como? Pensei imediatamente nos psiquiatras que conheço e imaginei se eles iriam para lá também. Havia lido poucos minutos antes no facebook do Dr. Vilmar Seixas, que ele viria ajudar, já estava viajando de Capão da Canoa para Santa Maria. Então, a Andréia, minha esposa, médica ginecologista , insiste: 

__  A Aline( psicóloga, amiga nossa) está nos convocando. A situação é muito triste.

Minha irritação aumenta, percebo que não terei como fugir. Não se pode fugir da vida. E a vida que tenho neste momento é aqui em Santa Maria, num domingo fatídico e eu sou psiquiatra.

__  Ok. Vou tomar um banho rápido e vamos para lá.

Em 10 minutos estávamos na frente do Ginásio Municipal, munidos de carteira de identidade profissional , tentando entrar no portão errado.

__ Guarda, somos médicos, viemos ajudar e ele é psiquiatra. .
__Moça, a equipe está completa. 

 Minha esposa responde: 

__ Não, fomos chamados, precisamos falar com a psicóloga Aline. Eles precisam de psiquiatra. Não tem muitos psiquiatras em Santa Maria.

Contornamos o prédio e fomos até a frente do ginasião. Logo um militar do Exército nos levou até outro portão, por onde entramos no complexo.  Lá na frente, tivemos o primeiro sinal do que seriam as próximas horas, dias... Familiares exaltados, querendo entrar para reconhecer seus mortos.

 __  Vocês não entendem!? Nós queremos ajudar, deixem-nos ver nossos filhos!, gritavam familiares aflitos.

Logo chegamos na porta principal do primeiro ginásio. Lá já havia pessoas circulando, algumas sentadas nas arquibancadas, outras vestindo jalecos brancos, transitando pelos corredores, de todos os lados, luvas nas mãos e bolsos, mascaras esvoaçantes no pescoço. 

__  Falem com a Melissa, ela está coordenando a equipe de Saúde.
__ Melissa, você mesma. Nós somos médicos e viemos ajudar.
__ Venham comigo para se cadastrarem.  

Recebemos dois crachás de micropore, um escrito "psiquiatra "e outro escrito " médica". Fomos até os fundos do salão, onde uma equipe de enfermagem já aguardava, com medicamentos. 
___  Vou ficar na equipe da psiquiatria, disse a Andréia. 
 ___ Ajudo na parte clínica e vocês na parte psiquiátrica.

Ainda estonteados com a intensa movimentação, me questiono mentalmente:  Será que tem algum outro psiquiatra aqui? Logo questiono em voz alta.

__ Sim, o Dr. Neri está aí.  

Ufa, não estou sozinho, posso trocar ideia com alguém da área. 

Logo avistamos o Dr. Ângelo, a Dr Hilda, o Dr Maurício, "o Jack" veio. Ah! Aquele rapaz de jaleco parece residente da psiquiatria. Já somos um time, não estou sozinho neste campo de guerra, pensei.

__Como vamos atuar? Estavam falando em cada psiquiatra compor uma equipe, junto de enfermeiros e psicólogos. 
__ Acho melhor formamos um local centralizado da psiquiatria, para atender as pessoas que precisarem, opina o Dr. Neri.

__Vamos para lá., então., conclamo.
 __ O que vocês tem de medicamentos? 
__Temos rivotril, diazepan, valeriana, imipramina, etc.
__Tira fora essa imipramina e valeriana, não usamos isso em emergências,  falo com autoridade. 


Começamos os primeiros atendimentos, antes mesmo do início do reconhecimento dos corpos pelos familiares. Uma moça, de uns vinte e poucos anos, começou a ter uma crise de ansiedade, seguida por sintomas conversivos. Foi medicada com rivotril e deitada na maca. Muitos psicólogos já se aproximavam dando o suporte psicoterápico brevíssimo, com ajuda de dois enfermeiros.

Logo, mais um atendimento, mais outro, e outro...
___  Crise hipertensiva, fala a Andréia. Traz um captopril SL.
___ Essa aqui está com a sistólica elevada, que você acha darmos um calmante para ela?

Respondo:
__ Claro!. 
__Um rivotril, pergunta a Andréia.
__ Sim, um rivotril 0,5mg.

___Vocês trouxeram haldol e fenergan?  pergunto. 

__Não, só temos diazepan injetável. 
__Então providenciem, porque se houver alguma agitação psicomotora , esses medicamentos que temos aqui não dão conta.

De fato, mais tarde o haldol e fenergan injetáveis foram usados em duas situações de agitação intensa, numa em que a mãe  perdeu dois filhos e naquela moça, medicada antes de reconhecer o corpo de um parente. Depois do reconhecimento, ela ficou ainda mais agitada, precisou ser sedada e contida na maca.

___ A senhora quer falar? Se quiser falar, fale , se não quiser, eu entendo e estou aqui para lhe ajudar, disse a Andréia.
 ___ Sim, ele recém tinha terminado o ensino médio, um rico de um guri. Eu só quero o meu filhinho de volta.Agora que ele ia estudar. Só trabalhou até hoje. Somos da cidade de Jóia.

Ao escutar o diálogo de "orelhada", fiquei emotivo pela primeira vez. Senti uma tristeza brusca, tosca e atrapalhada. Até aquele momento ainda me mantinha robotizado, avaliando e medicando, através do entorpecimento matinal. Mas o combustível acabou ... me peguei humano, fragilizado pelo sofrimento de uma mãe.

Encontro o Dr. Neri, colega psiquiatra.
__ Já viu os corpos?
__  Não, respondi.
__ Acho que todos da equipe deveriam ver, até para ajudar os familiares e conhecer os limites de cada um. Há pessoas aqui que nunca passaram por essa experiência, concluiu.
__ Vamos lá, Marcos?!, convidou a Andréia.

Fomos ao outro ginásio, adjacente ao principal. Passamos pelo sol quente, e então encontro o Maurício, do Jornal.
 __Que situação! , hein. 
__ Horrível, respondi rapidamente, apressando o passo para chegar no outro lado.

A paisagem modificou-se. Guardas na porta vigiavam a entrada. Caminhões estacionados no lado de fora.
Entramos.
Chegamos até a porta principal do ginasião.
Então, deparei-me com o meu limite, como disse o Neri.  Fixei o olhar rapidamente, como se querendo testar a resistência das minhas retinas diante do inimaginável. 

Olhei rapidamente. Olhei fixamente então. Continuei firme, meus olhos registraram um cenário de guerra. Corpos dispostos lado a lado, em cima de uma lona preta, num salão frio, ainda com os sinais da fuligem, dos machucados e do fogo.
Não pareciam tão jovens, mas foi um engano inicial.
Eram muito jovens. Seus corpos deitados, com as carteiras de identidade e celulares sobre o peito.
Rostos serenos em dois que pude fixar os olhos. Lábios escuros pela  asfixia.
Alguns com mãos em garras, em busca de algum fôlego que não veio.
Alguns com o rosto queimado pelo calor ou pela borbulha quente do líquido pulmonar extravasado pela boca.
Alguns com queimaduras no tórax.
Todos mortos, como num campo de guerra, recolhidos para reconhecimento. Sim, o triste reconhecimento pelos pais, amigos e parentes. Estava diante do inimaginável. Imagens que carrego comigo, num piscar de olhos ou quando acordo pela manhã. Ainda posso ver, por muito tempo verei, porque minha retina ficou queimada como eles com a marca da tragédia. Caixões passavam pela porta, tão logo havia um reconhecimento.

Na manhã de domingo , acordei entorpecido. Não podia dimensionar o tamanho da tragédia que se abateu sobre a minha cidade, na qual vivo há 22 anos. Ainda não consigo dimensionar o que está acontecendo...Mas posso dizer que os olhares secaram, junto com a vida de 235 mortos dessa tragédia. Em cada pai que recolheu seu filho ou filha, nos voluntários que sofriam, mesmo tendo que demonstrar força, nos profissionais que também atendemos, sentindo-se mal diante da dura missão de ajudar os sobreviventes,  não encontro mais palavras... 

No dia 27/01/2013, uma tragédia ceifou a vida de centenas de jovens, a sua esperança de futuro e a esperança de seus familiares, mortificados pela perda.  Neste dia, tive que encarar a vida...tentei fugir, mas  não tinha para onde correr, pois o mundo inteiro acontecia aqui na minha cidade. E diante do inimaginável, calei... entorpecido outra vez.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Dos Livros de Autoajuda ao Ceticismo Saudável



Agora que o mundo não acabou, pela décima sétima vez prenunciado, vou abordar um tema de suma importância. Trata-se do poder das crenças bizarras.

A vida é essencialmente caótica e se nós formos acreditar em tudo que falam, em todos os boatos e modismos, ficaremos mais confusos e muitos se transformarão em fanáticos.

Como autor de dois livros de autoajuda, posso falar tranquilamente que evolui desse nível primário para um  nível mais avançado e realista, o da negação de crenças bizarras, pensamentos mágicos, alegações sem evidências, crendices, lendas urbanas e esoterismo barato.

Quando somos crianças, nossa imaginação infantil confabula enredos e acredita no sobrenatural. Nossa autoestima é incipiente, e num longo processo de amadurecimento psicológico, através do desenvolvimento cerebral , vamos vivendo novas experiências e também questionando afirmações, ideias aceitas como normais e padrões de referência duvidosos. Isto é, abandonamos a idealização da cultura popular e escapamos do automatismo das massas. É o mínimo que a honestidade intelectual precisa fazer por um estudioso.

Vivemos numa época tecnológica. Mesmo assim, ainda existem pessoas que acreditam em crenças medievais. Você poderá argumentar que não há nada de errado em ter as próprias crenças, porque é um objeto de escolha e de fé. Muitos dirão que até é divertido acreditar em histórias fantásticas, místicas e passatempos esotéricos.

Evoluí dos livros de autoajuda, que me apoiaram na adolescência e início da vida adulta, para um ceticismo saudável. Não me considero um cético rabujento, dominado pelo materialismo insípido. No meu livro " As Duas Inteligências", abordo diferentes assuntos, entre eles, as religiões, o cérebro, a mente e outros tópicos polêmicos. Fazendo um reflexão crítica, digo que embebi o livro de crenças pessoais, de acordo com os dados de que dispunha para raciocinar. Se vocês estão lembrados, a qualidade dos dados na FÓRMULA DA INTELIGÊNCIA determinará a qualidade da conclusão. Minhas conclusões foram coerentes com o meu momento de vida. Como um ensaio filosófico mantém todos os méritos.

Hoje estou iniciando 2013 com um pensamento mais científico e menos crédulo. Ampliei a minha percepção(o segundo componente da fórmula) e revisei várias conclusões propostas no livro. Nenhum problema em admitir equívocos e conclusões incompletas, haja vista a disponibilidade de dados naquele momento. Mas a ciência está sempre disposta a revisar os seus pressupostos e as conclusões, quando novos dados vão surgindo.

Acreditar que crenças bizarras são inocentes não corresponde aos fatos. Assisti a entrevistas, vi livros escritos sobre o fim do mundo, pessoas  sumirem de casa para se juntar a algum grupo de lunáticos em bunkers escondidos, conversas intermináveis sobre o fatídico 21 de dezembro de 2012. E o mundo não acabou. Quanto energia jogada fora, quanto dinheiro gasto, quanto tempo desperdiçado. E o planeta Niburu, hein??

O cérebro, infelizmente, conserva a sua configuração evolutiva, que durante a época das cavernas acreditava em riscos imaginários. Acreditar era a diferença entre sobreviver ou ser devorado por um tigre. Imagine um barulho na floresta. Valia a pena acreditar que era um predador e escapar vivo. O custo do erro era pequeno, confundir o barulho do vento com a aproximação de predadores. Esse erro cerebral foi importante para chegarmos ao presente. Mas atualmente as feras estão em reservas ecológicas ou em circos. Entretanto, a memória cerebral continua conosco. E dessa memória nascem as crenças! Em seu livro "Cérebro e Crença", o cientísta Michael Shermer, esmiuça os detalhes interessantes dessa relação, explicando muitos fenômenos como fantasmas, conspirações, crenças estranhas e credulidade infantil.

Um aspecto interessante dos estudos de Michael Shermer, também editor da revista Skeptics, mostra que mesmo pessoas inteligentes acreditam em coisas estranhas, como abordado no seu outro livro "Por que Pessoas acreditam em Coisas Estranhas". Pessoas inteligentes , apesar de inteligentes, possuem módulos mentais crédulos, totalmente dissociados da sua inteligência geral, o que permite a coexistência "pacífica" entre  o real e o imaginário, o possível e o improvável, além de argumentos mais sofisticados para defender as suas ideias. Nas palavras de Shermer, " primeiro as pessoas desenvolvem crenças e depois buscam argumentos para defendê-las."  E não "deveria" cientificamente falando ser dessa maneira. Na Ciência, as comprovações levam às conclusões e não as conclusões buscam comprovações.

Para os medianamente crédulos, não vai ser nenhuma violência ler obras de escritores céticos como Sam Harris e Richard Dawkins. Eles defendem uma disseminação do conhecimento científico válido para a população, tão desprovida de conhecimento verdadeiro, e tão empanturrada de discursos ideologicos, politicos e religiosos. Para os fanáticos, para os religiosos extremistas, não aconselho ler esses livros, porque  são muito agressivos, até mesmo "blasfêmicos". Fico imaginando o que seria da Medicina, se fôssemos proibidos de despir pacientes, por motivos de pudicismo. Ficaríamos impedidos de descobrir as doenças , realizar cirurgias e descobrir novos tratamentos, com um prejuízo inegável para a humanidade. Adentrar o proibido é um passo necessário para descobrir as verdades.

Decidi começar o ano de 2013 mais cético do que eu era. Vejo que uma boa dose de ceticismo é saudável. Não sou uma pessoa fechada, aceito mudar de opinião, desde que os dados e evidências me conduzam a novas conclusões válidas. O paradigma científico continua o melhor recurso para descobrir a verdade onde quer que ela se esconda. E desmascarar inverdades, crendices e crenças bizarras.














terça-feira, 26 de junho de 2012

Inteligência e QI


Nossa inteligência, medida por testes de QI válidos é a nossa capacidade de compreender situações,raciocinar, resolver problemas, e aprender a agir de forma eficiente e eficaz.
"A capacidade global do indivíduo para agir intencionalmente, pensar racionalmente e lidar efetivamente com o seu ambiente." ( David Weschler)

O valor do QI
 O Nível de QI é conhecido por ser positivamente correlacionado com muitas coisas valiosas. Algumas  foram demonstradas em pesquisa revisada : 
Motivação de realização, altruísmo, a capacidade artística, a criatividade, a preferência alimentar, nível educacional, sensibilidade emocional, saúde, senso de humor, a renda, a amplitude e a profundidade de interesses, a liderança, a longevidade, habilidades lingüísticas , a memória, o raciocínio moral, habilidades motoras, estatuto profissional e sucesso, e as habilidades sociais
QI é inversamente associado com propensão a acidentes, à obediência, ao alcoolismo, ao autoritarismo, ao crime, ao dogmatismo, à neurose, à impulsividade, ao preconceito racial, tabagismo e obesidade.

domingo, 10 de junho de 2012

Neurociência e Aprendizagem


A ciência começa a desvendar o  funcionamento cerebral para elaborar métodos de estudo que otimizem a aprendizagem. Uma nova interface de colaboração começa a surgir: a neurociência educacional.

Até o momento os métodos pedagógicos eram mais intuitivos do que científicos.Agora podemos utilizar os conhecimentos do funcionamento cerebral, como o cérebro aprende, para alinhar a metodologia de ensino com esse fluxo fisiológico. Nadar a favor da correnteza cognitiva.

Em julho de 2012 vai haver um encontro entre Neurociências, Saúde Mental e Educação em São Paulo. O futuro deverá integrar essas facetas  do conhecimento humano num todo indivisível , começando agora. Esse é o verdadeiro propósito do quebra-cabeças do conhecimento, colocar todas as peças juntas, na interdisciplinariedade multidimensional.

Muitos teóricos da aprendizagem elaboraram ideias e teorias de como aprendemos, de como podemos transformar essas teorias em métodos pedagógicos. Entre esses teóricos estão Piaget, Vygotsky, Wallon, Ausubel. Agora a neurociência investiga a procedência dessas teorias e as complementa.

Pedagogos, Educadores e Professores do futuro precisarão conhecer a anatomia e fisiologia cerebral. Ensinarão respeitando as peculiaridades individuais do aluno no quesito memória, raciocínio, percepção, pensamento e outras funções mentais. Serão poliglotas do ensino, conforme a língua de cada aluno. A língua de cada aluno é o seu estilo preferido de aprendizagem.

Outras linhas de pesquisa estão utilizando o funcionamento cerebral no seu embasamento, como a Psicologia Cognitiva, a Neuroeconomia e agora a neuroeducação. Mais vezes o prefixo "neuro" passará a aparecer na literatura educacional de agora em diante.