sábado, 27 de novembro de 2010

Jack the Ripper - O Fim do Mistério, 120 anos depois

A revista SPEAK UP, na sua edição de outubro, abordou o mistério de Jack the Ripper, com o título " The Mystery goes on".

Jack the Ripper aterrorizou o bairro de Whitechapel no fim do século XIX. A revista entrevistou  Dr.John Pope-de-Locksley, um ripperologista, que  afirmou  ... "a identidade de Jack the Ripper nunca foi descoberta".
A revista está desinformada. O mistério de Jack the Ripper foi desvendado por Jim Diamond, Mega-genius e publicado no seu site em 31 de outubro de 2009!  Na verdade, The Mystery doesn´t go on anymore.

Na reportagem da revista SPEAK UP( a melhor maneira de aprender inglês, na minha opinião), há citação de cinco assassinatos de mulheres, todas prostitutas. Na verdade, segundo Mega Genius, foram seis mulheres. Atualmente existem mais de 165 livros que abordam o "mistério", com diferentes conclusões.


Uma curiosidade sobre os assassinatos, é que eles ocorriam nos finais de semana( por um motivo necessário). Eu não aprecio leituras policiais, mas tive que me render à descrição dos passos empreendidos por Mega genius para descobrir a identidade do Serial Killer. Inclusive o próprio Mega genius viajou para Londres para realizar a investigação completa.


Não posso e não devo interromper a sua descoberta pessoal desse mistério , que nem mesmo a Scottland Yard, nem Sherlock Holmes foram capazes de solucionar. Agora, numa série de 6 partes( incríveis!) Mega Genius Free Intelligence Briefing, você poderá finalmente ter essa resposta. Boa leitura! Acesse aqui: http://www.mega-genius.com/mega_genius_intelligence_briefing_no_30.htm


sábado, 20 de novembro de 2010

Software de Treinamento Cerebral - i3 Mindware

i3 é considerado o mais sofisticado software de treinamento cerebral atualmente. Depois de uma década de pesquisa , psicólogos cognitivos e psicometristas concluíram o seu desenvolvimento. Ele combina o poderoso exercício dual n-back, com diferentes velocidades, letras verso números, opção de feedback de erro, contendo mais de 50 telas de exercícios que enfocam os cinco fatores do QI( quociente de Inteligência). Há quatro opções de línguas: Inglês, italiano, alemão e espanhol.
   Este software é mais avançado do que a sua outra versão, High IQ Pro dual n- back, apesar de manter    as   opções da versão anterior, mais outros exercícios que sistematicamente treinam uma variedade maior de dimensões de inteligência geral, conhecida como G, medida em testes de QI validados cientificamente. Acesse aqui -  http://www.highiqpro.com/i3 



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Está Aqui e é Fenomenal!!

LWCP


Em 20 de agosto de 2009 , recomendei a série de "lectures" de Jim Diamond, Mega-genius, como os primeiros passos para "decolar" a sua inteligência. Depois de estudar os três níveis que compõem essas séries incríveis( desde 2007 até hoje) ,  entusiasticamente, informo a todos os seguidores do blog e aos amigos, que Mega-genius acaba de lançar o nível IV, com 10 novas "lectures" inteiramente novas e reveladoras, disponíveis em MP3 no seu site: http://www.megagenius.com/ . Ainda não escutei as novas séries , intituladas " the Lost Wisdom Series, porque acabei de adquiri-las, mas com total confiança indico-as sem nenhuma dúvida. Se há um investimento que vale cada real é esse!!!!
A ordem de estudo é importantíssima, porque muitos conceitos revelados precisam ser aprendidos em sequência, para um completo entendimento. A ordem é:

    Level I: The Genius Formula™ Series           

    Level II: The Uncommon Sense Series
                                    
    Level III: The Whole Truth Series

    Level IV: The  Lost wisdom Series( lançamento)

Espero receber a opinião dos leitores, para elevarmos o nível  intelectual e emocional desse planeta.

domingo, 14 de novembro de 2010

A Fórmula da Inteligência Desafia os Ditados Populares- Parte I

Fórmula da Inteligência: Procedimento Analítico utilizado por pessoas verdadeiramente inteligentes( vide a fórmula completa em posts anteriores).

Desafiar: "Provocar", "Chamar a desafio", " Incitar", " Instigar", "Afrontar", "Desinquietar".
Desinquietar: "Tirar o sossego", " Importunar", "Fazer zangar".

Ditado(s): "Que se ditou". " Sugerido, inspirado"; "Imposto, prescrito".
Imposto: "Que se obrigou a aceitar"; "Imputado falsamente",

Popular: "Pertencente ou relativo ao povo", "Comum", "Adaptado à compreensão ou ao gosto do povo", "notório, vulgar"; Democrático, "Que é do agrado do povo".

Povo: "As pessoas menos notáveis e menos privilegiadas de uma nação ou localidade"; "a plebe"; "massa"( massificar)- "levar a um mesmo nível uniforme".

Vulgar: "medíocre", "ordinário", "inexpressivo", "trivial", "que não revela condições de talento."

Democrático: "Relativo à democracia"- Sistema em que cada cidadão participa do governo".

Depois do escrutínio  das palavras  do título, para uma clarificação , podemos escrever baseados  nas definições acima. Assim evitaremos mal-entendidos desnecessários.


O primeiro ditado  popular é : "Se conselho fosse bom, não se dava, vendia-se".

Verdadeiro (   )

Falso          (   ) 


A aplicação da FÓRMULA DA INTELIGÊNCIA revela que esse ditado popular é falso.

Esse ditado popular  pressupõe que coisas boas são vendidas e coisas ruins são dadas. Nem sempre. Todas as coisas que lhe foram vendidas são boas?  Tudo que você comprou foi bom para você? Poderia contrapor esse ponto de vista com outro ditado " As melhores coisas da vida são de graça". Nessa ideia de gratuidade de coisas melhores, que superam as boas, pode estar o conselho de um sábio.

Podemos ampliar a nossa compreensão, especulando que esse ditado popular, na verdade, quer dizer que dar conselhos não é bom para quem recebe ou  para quem dá. Quando algo não beneficia quem dá ou quem recebe, qual o propósito de ser cogitado como um conselho?

 Aqui  a palavra conselho , na acepção :" Aviso, Ensino, Lição, Prudência", "opinião".
Um conselho só tem sentido existencial,  quando ele avisa, ensina, opina( inteligentemente), dá lições( verdadeiras), chama a atenção para ação prudente.

Podemos esquadrinhar ainda mais esse  ditado popular e concluir que ele, na verdade,  refere-se ao pouco caso que as pessoas fazem de conselhos , invalidando o ato de aconselhar, que passa a ser um desperdício de tempo de quem aconselha, independemente das suas boas intenções ou sabedoria.  Se o conselho for verdadeiramente um conselho, quem deixa de aproveitar a "lição", o "ensino", é o aconselhado, nunca aconselhador, que já sabe , e aprende duas vezes ao ensinar!

Não quero dizer com isso que se deva aconselhar todas as pessoas, mas unicamente as receptivas ao conselho. Infelizmente, as pessoas que mais precisam de conselho, não estão dispostas a aprender a sabedoria nele contida, e assim ficam mais pobres na vida. Como asseverou muito bem  Sigmund Freud, o pai da psicanálise, " ouro é para os ricos". E agora você entende porque os ricos( de sabedoria e inteligência) ficam mais ricos! Eles escutam, aprendem e aplicam os verdadeiros conselhos.

Conselho bom pode ser dado gratuitamente. Esse blog está repleto de conhecimentos e sabedoria que não lhe custaram nenhum centavo.Você os recebeu de graça! Quando você aconselha alguém que está com a mente aberta para escutar, você está praticando a generosidade ou caridade, essenciais para o nosso bem-estar psicológico. Generosidade é dar algo para uma pessoa que teria condições de conseguir por si mesma. Mas pela lei da abundância, podemos compartilhar conhecimento , sabedoria e riquezas materiais, que todos ficarão mais ricos, porque o universo está repleto de abundância. Caridade é quando você dá para uma pessoa que neste momento está incapacitada para conseguir por si mesma. Isso abre espaço para um mundo melhor, mais fraterno e com menos injustiça social.

Conselho bom também pode ser vendido. Quando atendo no meu consultório, meus pacientes recebem orientações ( conselhos) na resolução das suas angústias psicológicas.

Na verdade, se o conselho for um conselho mesmo( não palavras vazias ), tanto faz comprá-lo ou ganhá-lo de graça. Eu tenho mais livros e cursos no meu currículo( um bom dinheiro!) que três carros novos na garagem. O que busquei nesses livros e cursos? Modalidades diferentes de aconselhamento!

Falsos conselhos não valem nem de graça! E se você pagar por falsos conselhos, você tem a minha sincera compaixão. Neste ponto, é fundamental diferenciar as fontes de conselho. Quem aconselha está sendo sincero? Tem experiência e prática?  Já viveu o que pretende aconselhar? Tem uma conduta ética para não repetir um outro ditado popular " Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" ?

Acho uma profissão legítima gerar dinheiro, vendendo conselhos. Eu mesmo recebo uma parcela dos meus honorários profissionais, aconselhando pacientes. Aqui , aconselhar, na acepção de ensinar, opinar e chamar para a prudência psicológica e cotidiana. Toda  doença mental é nociva, justamente por desabilitar a conduta prudente, em maior ou menor grau. Ao auxiliar o paciente com o meu conhecimento técnico e experiência profissional, estou aconselhando legitimamente. Agora você entende por que alguns pacientes melhoram e outros não melhoram. Excetuando as doenças mentais graves, de causa orgânica, os casos psicológicos que melhoram  são "coincidentemente" aqueles que estão  abertos a  aproveitar conselhos úteis! Por favor, culpar  psiquiatras repetidamente é um atestado de inaptidão para aproveitar conselhos utéis! Se a sua terapia "durou 2 anos e não adiantou nada", já sabemos de quem é a responsabilidade. Quem estava  presente em todas as ocasiões com diferentes psiquiatras ou outros terapeutas?
A FÓRMULA DA INTELIGÊNCIA conclui:

Tornar-se imperativo desafiar diversos ditados populares, pois eles representam equívocos de pensamento , disseminados como "sabedoria popular" e aceitos como  verdades incontestáveis. Eles foram imputados falsamente por interesses de grupos  e  perduram pela inabilidade inerente às massas de pensar inteligentemente.

A partir de agora você está convidado( a) a desafiá-los também. O mundo tornar-se-á  um lugar muito mais evoluído ! E verdadeiro!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Dinheiro

 A pessoa mais capacitada a escrever sobre dinheiro é Bill Gates. Primeiro porque ele é o homem mais rico do mundo. Mas o assunto que menos interessa a Bill é dinheiro. Ele é bastante ocupado com assuntos mais importantes ,que não aceitaria o meu convite para ensinar os seus "segredos" de como se transformar num bilionário. Existem muitos livros disponíveis para quem quiser entender um pouco desses segredos.

O fato de uma pessoa ter dinheiro não significa que ela seja capacitada a falar sobre dinheiro. Bernard Madoff que o diga, pois ele cometeu a maior fraude financeira executada por uma única pessoa. Ele era o presidente de uma sociedade de Investimento nos Estados Unidos e lesou bancos e pessoas em valores acima de $ 50 bilhões de dólares. Ele também era bastante rico.

O critério para alguém estar capacitado a  falar sobre dinheiro é saber como produzi-lo , ter um comportamento ético para produzi-lo dentro da legalidade e possuir características pessoais que lhe garantem um espírito próspero.

Bill Gates preenche esses critérios. Bernard Madoff não preenche esses critérios.

Bill Gates produz dinheiro dentro da legalidade. Bernard Madoff está na prisão, condenado a uma pena de  150 anos. Trocou a sua mansão em Nova York, avaliada em $ 7 milhões de dólares ,por uma cela de 3 metros quadrados.

Bill Gates possui um espírito próspero. Bernard Madoff não se considerou próspero o suficiente para aproveitar a sua riqueza material e não se apropriar do dinheiro alheio.

Então eu mesmo vou abordar o assunto dinheiro.

Dinheiro é uma palavra poderosa. Ele é um símbolo de poder. E o fato de ser um símbolo não significa que pode substituir o simbolizado. Aqui está o equívoco das pessoas que sacrificam a sua vida por dinheiro, que transgridem a lei por dinheiro, que cometem crimes em nome do dinheiro, eles deixam-se seduzir pelo símbolo. Para algumas pessoas, o dinheiro é o elixir da vida. Para outras pessoas é um  apenas um símbolo necessário e útil.

A Fórmula da Inteligência  define dinheiro como um símbolo que mede  a energia e a capacidade de fazer um trabalho útil para as pessoas.

Quando observarmos quem gera dinheiro de maneira honesta, percebemos tratar-se de alguém que está vendendo um produto ou provendo um serviço útil para a sociedade. A maior ou menor quantia de dinheiro que uma pessoa é capaz de gerar( "make money", make= fazer) está diretamente relacionada com a importância do seu trabalho como contribuinte direto na vida das pessoas. Se um trabalho, na opinião das pessoas, possui um valor( energia) maior, elas estarão dispostas a pagar por ele, pois entendem que possui-lo irá aumentar o seu potencial de sobrevivência, bem-estar e satisfação. Elas aceitam trocar um símbolo( papel com mortos ilustres) por uma sensação, um sentimento, uma segurança, um crescimento rumo a uma melhor sobrevivência pessoal.

Quando observamos quem não "ganha" dinheiro suficiente, elas não estão vendendo um produto ou provendo um serviço que  simbolizam um "quantum" de energia suficientemente pró-sobrevivência.

O segredo para chegarmos perto da maneira de pensar de Bill Gates e evitarmos o caminho de Bernard Madoff   é entender que dinheiro é um símbolo de energia de troca, não a energia em si.

 Perseguir  obsessivamente um símbolo pela sua exclusiva tangibilidade é distorcer o objetivo útil do dinheiro, que significa prover valor para a sociedade em que se vive.

O ouro é , em tempos modernos, o mais perfeito dinheiro. Ele é escasso, durável e divisível, potencialmente eterno e transportável. O termo "golden standart" deriva disso. A partir de 1933 o governo americano e depois de outros países decidiram criar um substituto para o ouro. A prata veio como o metal substituto natural, em seguida  veio o níquel. Nessa cadeia de substituição de meros simbolos, a prata-metal foi substituída por "silver certification"( certificados de papel), uma promessa do governo de pagar a prata-metal substituída por papel. Em seguida o governo criou o dinheiro-papel, as notas de dólar, euro, real, como as conhecemos atualmente. Na história do dinheiro, muitos outros símbolos de troca existiram, como pele, sal( de onde deriva sal/ário), objetos, flores, diamantes, etc.

O poder de substituir o ouro da natureza pela emissão de dinheiro de papel, impresso em casas da moeda, por ordem governamental, possibilitou aumentar a liquidez ( disponibilidade de dinheiro) na sociedade, aumentando a renda das pessoas e também a inflação. Inflação é quando o dinheiro compra menos do que comprava numa unidade de tempo futuro. Como muitos governos se movem por interesses políticos, tornam-se perdulários, gastam mais do que arrecadam, não coibem a corrupção e por isso acabam gerando problemas econômicos sérios para o povo. Durante os anos de ditadura, o Brasil produziu o aumento da dívida pública por empréstimos estrangeiros(FMI), além de gerar a hiperinflação( por emissão de moeda e o pagamento de altos juros bancários).

O dinheiro é um símbolo que compra liberdade. O dinheiro é um símbolo que possibilita mais escolhas e opções. O dinheiro é um símbolo que permite melhorar a vida de pessoas.

Cabe a cada um de nós ser capaz de fazer dinheiro( dinheiro só não dá em árvore de quem não planta), gastar dinheiro( fazer circular energia e espalhar prosperidade) e economizar dinheiro( prover segurança para imprevistos presentes e futuros).

O caminho para fazer dinheiro é vender um produto ou serviço extremamente útil para a vida das pessoas.Encontre um trabalho ou profissão que você ama e para os quais tenha talento e paixão.

O caminho para gastar dinheiro sabiamente é comprar conhecimento e sabedoria. Aprenda a diferenciar informação supérflua de conhecimento intangível e perene.

O caminho para economizar dinheiro é adquirir o hábito de separar uma parte do que se produz para investir regularmente. Aprenda sobre investimentos e comece a investir conforme o seu perfil de risco, arrojado, moderado ou conservador.

É importantíssimo seguir a ordem correta: fazer dinheiro, gastar dinheiro e economizar dinheiro.

Espero que esses conhecimentos  que compartilhei aqui ajudem-no(a) a entender por que algumas pessoas lamentam a falta de dinheiro e outras têm tanto dinheiro que podem comprar o que quiserem e aquilo que o dinheiro não compra.



sábado, 25 de setembro de 2010

Como Melhorar o Estudo com Menos Esforço

Uma pesquisa realizada pela Northwestern University sugere um novo meio de treinamento que poderia reduzir , pelo menos em 50 %,  o esforço previamente considerado necessário para produzir ganhos de aprendizagem perceptual.

A pesquisa também é a primeira a demonstrar a metaplasticidade- a ideia de que experiências próprias que não geram aprendizado podem influenciar as taxas de aprendizagem em experiências tardias. A história prévia da atividade sináptica determina a sua plasticidade corrente. Esse mecanismo está relacionado com processos subjacentes da memória e aprendizagem de longo prazo. Esse estado sináptico é estabelecido por influências extrínsecas como a inibição sináptica, a modulação por catecolaminas e outros hormônios.

Antes desse trabalho, a maior parte das pesquisas em aprendizagem perceptual poderia ser sumarizada na concepção de que "sem dor, não há ganhos".

Os achados podem levar a terapias menos exaustivas para crianças que sofrem de perdas na aprendizagem verbal, envolvendo habilidades perceptuais e também serem aplicados na população geral interessada em aprimorar suas habilidades perceptuais- músicos em busca de uma sensibilidade maior aos sons, pessoas que estudam linguas estrangeiras ou médicos aprendendo a diferenciar batimentos cardíacos regulares e irregulares.

Estudos prévios demostraram que indivíduos tornam-se melhores em muitas habilidades perceptuais através da repetição, geralmente participando de treinamentos  de longa duração. Eles mostraram também que uma mera exposição a estímulos perceptuais durante a prática das tarefas não gera aprendizado.
Mas a pesquisa conduzida pela Northwestern University encontrou um aprendizado robusto quando se combinaram períodos de prática, que sozinhos eram muito curtos para produzir resultados, com períodos de mera exposição a estímulos perceptuais. As duas modalidades alternadas funcionam bem na aprendizagem perceptual. Os ganhos perceptivos foram equivalentes aos ganhos obtidos pelos participantes que treinaram continuamente o dobro do tempo. É como se o sistema cerebral ainda estivesse engajado na tarefa quando você não está mais e  nesse momento a aprendizagem se processasse.


A pesquisa envolveu participantes de 18 a 30 anos, com audição normal e sem experiência prévia com tarefas psicoacústicas. O objetivo era melhorar a habilidade dos participantes em discriminar entre timbres de diferentes tons.
Inicialmente os pesquisadores determinaram a menor diferença de timbre que os participantes puderam discriminar de um tom  de 1000 Hertz. Depois dividiram os participantes em quatro grupos, cada um submetido a um diferente regime de treinamento.

Participantes em um dos grupos foram treinados por 20 minutos por dia durante 1 semana na tarefa. Repetidamente eles foram testados na habilidade de dizer a diferença entre 1000 hertz e tons mais baixos. Não mostraram melhora no desempenho.

No segundo grupo houve ganhos de aprendizado significativos quando a mesma tarefa foi combinada com 20 minutos de trabalho num tarefa não- relacionada ( quebra-cabeças), enquanto repetidamente foram expostos ao tom de 1000 Hertz através de fones de ouvido.
O aprendizado desse segundo grupo foi também comparável ao do terceiro grupo , que durante 1 semana praticou a tarefa de discriminação tonal durante 40 minutos por dia.

O quarto grupo de participantes foi exposto a tom de 1000 Hertz por 40 minutos diários, enquanto realizavam uma tarefa não-relacionada. Eles não mostraram ganhos de aprendizado.

Os pesquisadores também descobriram que a efetividade da combinação da tarefa pesquisada e o treinamento não-relacionado somados à exposição aos estímulos começa a decair se as duas tarefas forem separadas por mais de 15 minutos. A aprendizagem da discriminação de timbre tonal- ou evidência de metaplasticidade - desaparece completamente se  as sessões são separadas por 4 horas.



sábado, 11 de setembro de 2010

A Memória de Trabalho é Baseada na Interação Dinâmica de Redes Neurais

A Memória de Trabalho (MT),  também conhecida como memória operacional ou de curtíssimo prazo, desempenha um papel vital na integração de diferentes áreas cerebrais. Um projeto de pesquisa em Neurociência realizado pela Universidade de Helsinki lançou luz sobre os mecanismos neuronais  que sustentam os traços de memória de estímulos visuais no cérebro humano.

Os resultados mostram que a manutenção da memória de trabalho está associada com a sincronização dos neurônios, os quais facilitam a comunicação de diferentes partes do cérebro. 


Baseados na  interação entre essas áreas,  foi possível predizer a capacidade de memória de trabalho individual.

A Memória de Trabalho( MT) de uma pessoa mediana é capaz de sustentar somente três ou quatro objetos por vez. As áreas que mantêm a MT são bem conhecidas, mas há pouca informação acerca de como essas áreas interagem. O cérebro de pessoas desempenhando testes de MT foram escaneados utilizando magnetografia( MEG) e eletroencefalografia( EEG). Além disso, um novo método foi implementado  para avaliar os dados do EEG e MEG que identificam redes de interação neuronal rápida, isto é, avaliando a sincronização de diferentes áreas do córtex cerebral. Através desse método foi possível revelar as redes funcionais formadas pelo cérebro com a acurácia de milisegundos.

Nesse estudo, os pesquisadores mapearam quase 4 bilhões de diferentes interações neuronais. Eles estavam especialmente interessados nas interações rítmicas entre diferentes partes do encéfalo. Enquanto sustentavam a MT de estímulo visual, as atividades rítmicas de diferentes áreas cerebrais dos indivíduos participantes foram transitoriamente sincronizadas.

Os resultados revelaram  que a sincronização de atividade neuronal em diferentes áreas tiveram uma conexão tanto na manutenção quanto no conteúdo da MT.

Foram demonstradas  diversas  redes de funcionamento específico e interações entre elas. Os lobos frontais e parietais desempenharam um papel central nesse funcionamento. Essas áreas são responsáveis pela coordenação da atenção e das ações. As redes no lobo occiptal, por outro lado, lidam com as informações dos estimulos visuais.


Tanto a MT quanto a atenção são fundamentais para a cognição e consciência. Os conhecimentos sobre os seus  mecanismos neuronais subjacentes podem ser aplicados para desenvolver métodos diagnósticos e terapêuticos para a Doença de Alzheimer, esquizofrenia, desordens de percepção e aprendizagem, autismo e outras enfermidades neuropsiquiátricas.