segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Dos Livros de Autoajuda ao Ceticismo Saudável



Agora que o mundo não acabou, pela décima sétima vez prenunciado, vou abordar um tema de suma importância. Trata-se do poder das crenças bizarras.

A vida é essencialmente caótica e se nós formos acreditar em tudo que falam, em todos os boatos e modismos, ficaremos mais confusos e muitos se transformarão em fanáticos.

Como autor de dois livros de autoajuda, posso falar tranquilamente que evolui desse nível primário para um  nível mais avançado e realista, o da negação de crenças bizarras, pensamentos mágicos, alegações sem evidências, crendices, lendas urbanas e esoterismo barato.

Quando somos crianças, nossa imaginação infantil confabula enredos e acredita no sobrenatural. Nossa autoestima é incipiente, e num longo processo de amadurecimento psicológico, através do desenvolvimento cerebral , vamos vivendo novas experiências e também questionando afirmações, ideias aceitas como normais e padrões de referência duvidosos. Isto é, abandonamos a idealização da cultura popular e escapamos do automatismo das massas. É o mínimo que a honestidade intelectual precisa fazer por um estudioso.

Vivemos numa época tecnológica. Mesmo assim, ainda existem pessoas que acreditam em crenças medievais. Você poderá argumentar que não há nada de errado em ter as próprias crenças, porque é um objeto de escolha e de fé. Muitos dirão que até é divertido acreditar em histórias fantásticas, místicas e passatempos esotéricos.

Evoluí dos livros de autoajuda, que me apoiaram na adolescência e início da vida adulta, para um ceticismo saudável. Não me considero um cético rabujento, dominado pelo materialismo insípido. No meu livro " As Duas Inteligências", abordo diferentes assuntos, entre eles, as religiões, o cérebro, a mente e outros tópicos polêmicos. Fazendo um reflexão crítica, digo que embebi o livro de crenças pessoais, de acordo com os dados de que dispunha para raciocinar. Se vocês estão lembrados, a qualidade dos dados na FÓRMULA DA INTELIGÊNCIA determinará a qualidade da conclusão. Minhas conclusões foram coerentes com o meu momento de vida. Como um ensaio filosófico mantém todos os méritos.

Hoje estou iniciando 2013 com um pensamento mais científico e menos crédulo. Ampliei a minha percepção(o segundo componente da fórmula) e revisei várias conclusões propostas no livro. Nenhum problema em admitir equívocos e conclusões incompletas, haja vista a disponibilidade de dados naquele momento. Mas a ciência está sempre disposta a revisar os seus pressupostos e as conclusões, quando novos dados vão surgindo.

Acreditar que crenças bizarras são inocentes não corresponde aos fatos. Assisti a entrevistas, vi livros escritos sobre o fim do mundo, pessoas  sumirem de casa para se juntar a algum grupo de lunáticos em bunkers escondidos, conversas intermináveis sobre o fatídico 21 de dezembro de 2012. E o mundo não acabou. Quanto energia jogada fora, quanto dinheiro gasto, quanto tempo desperdiçado. E o planeta Niburu, hein??

O cérebro, infelizmente, conserva a sua configuração evolutiva, que durante a época das cavernas acreditava em riscos imaginários. Acreditar era a diferença entre sobreviver ou ser devorado por um tigre. Imagine um barulho na floresta. Valia a pena acreditar que era um predador e escapar vivo. O custo do erro era pequeno, confundir o barulho do vento com a aproximação de predadores. Esse erro cerebral foi importante para chegarmos ao presente. Mas atualmente as feras estão em reservas ecológicas ou em circos. Entretanto, a memória cerebral continua conosco. E dessa memória nascem as crenças! Em seu livro "Cérebro e Crença", o cientísta Michael Shermer, esmiuça os detalhes interessantes dessa relação, explicando muitos fenômenos como fantasmas, conspirações, crenças estranhas e credulidade infantil.

Um aspecto interessante dos estudos de Michael Shermer, também editor da revista Skeptics, mostra que mesmo pessoas inteligentes acreditam em coisas estranhas, como abordado no seu outro livro "Por que Pessoas acreditam em Coisas Estranhas". Pessoas inteligentes , apesar de inteligentes, possuem módulos mentais crédulos, totalmente dissociados da sua inteligência geral, o que permite a coexistência "pacífica" entre  o real e o imaginário, o possível e o improvável, além de argumentos mais sofisticados para defender as suas ideias. Nas palavras de Shermer, " primeiro as pessoas desenvolvem crenças e depois buscam argumentos para defendê-las."  E não "deveria" cientificamente falando ser dessa maneira. Na Ciência, as comprovações levam às conclusões e não as conclusões buscam comprovações.

Para os medianamente crédulos, não vai ser nenhuma violência ler obras de escritores céticos como Sam Harris e Richard Dawkins. Eles defendem uma disseminação do conhecimento científico válido para a população, tão desprovida de conhecimento verdadeiro, e tão empanturrada de discursos ideologicos, politicos e religiosos. Para os fanáticos, para os religiosos extremistas, não aconselho ler esses livros, porque  são muito agressivos, até mesmo "blasfêmicos". Fico imaginando o que seria da Medicina, se fôssemos proibidos de despir pacientes, por motivos de pudicismo. Ficaríamos impedidos de descobrir as doenças , realizar cirurgias e descobrir novos tratamentos, com um prejuízo inegável para a humanidade. Adentrar o proibido é um passo necessário para descobrir as verdades.

Decidi começar o ano de 2013 mais cético do que eu era. Vejo que uma boa dose de ceticismo é saudável. Não sou uma pessoa fechada, aceito mudar de opinião, desde que os dados e evidências me conduzam a novas conclusões válidas. O paradigma científico continua o melhor recurso para descobrir a verdade onde quer que ela se esconda. E desmascarar inverdades, crendices e crenças bizarras.














terça-feira, 26 de junho de 2012

Inteligência e QI


Nossa inteligência, medida por testes de QI válidos é a nossa capacidade de compreender situações,raciocinar, resolver problemas, e aprender a agir de forma eficiente e eficaz.
"A capacidade global do indivíduo para agir intencionalmente, pensar racionalmente e lidar efetivamente com o seu ambiente." ( David Weschler)

O valor do QI
 O Nível de QI é conhecido por ser positivamente correlacionado com muitas coisas valiosas. Algumas  foram demonstradas em pesquisa revisada : 
Motivação de realização, altruísmo, a capacidade artística, a criatividade, a preferência alimentar, nível educacional, sensibilidade emocional, saúde, senso de humor, a renda, a amplitude e a profundidade de interesses, a liderança, a longevidade, habilidades lingüísticas , a memória, o raciocínio moral, habilidades motoras, estatuto profissional e sucesso, e as habilidades sociais
QI é inversamente associado com propensão a acidentes, à obediência, ao alcoolismo, ao autoritarismo, ao crime, ao dogmatismo, à neurose, à impulsividade, ao preconceito racial, tabagismo e obesidade.

                                                   LEITURA DINÂMICA E ESTUDO

domingo, 10 de junho de 2012

Neurociência e Aprendizagem


A ciência começa a desvendar o  funcionamento cerebral para elaborar métodos de estudo que otimizem a aprendizagem. Uma nova interface de colaboração começa a surgir: a neurociência educacional.

Até o momento os métodos pedagógicos eram mais intuitivos do que científicos.Agora podemos utilizar os conhecimentos do funcionamento cerebral, como o cérebro aprende, para alinhar a metodologia de ensino com esse fluxo fisiológico. Nadar a favor da correnteza cognitiva.

Em julho de 2012 vai haver um encontro entre Neurociências, Saúde Mental e Educação em São Paulo. O futuro deverá integrar essas facetas  do conhecimento humano num todo indivisível , começando agora. Esse é o verdadeiro propósito do quebra-cabeças do conhecimento, colocar todas as peças juntas, na interdisciplinariedade multidimensional.

Muitos teóricos da aprendizagem elaboraram ideias e teorias de como aprendemos, de como podemos transformar essas teorias em métodos pedagógicos. Entre esses teóricos estão Piaget, Vygotsky, Wallon, Ausubel. Agora a neurociência investiga a procedência dessas teorias e as complementa.

Pedagogos, Educadores e Professores do futuro precisarão conhecer a anatomia e fisiologia cerebral. Ensinarão respeitando as peculiaridades individuais do aluno no quesito memória, raciocínio, percepção, pensamento e outras funções mentais. Serão poliglotas do ensino, conforme a língua de cada aluno. A língua de cada aluno é o seu estilo preferido de aprendizagem.

Outras linhas de pesquisa estão utilizando o funcionamento cerebral no seu embasamento, como a Psicologia Cognitiva, a Neuroeconomia e agora a neuroeducação. Mais vezes o prefixo "neuro" passará a aparecer na literatura educacional de agora em diante.

                                                     LEITURA DINÂMICA E ESTUDO

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Baixo Rendimento nos Estudos, Sonolência e Variação de Humor


O rendimento nos estudos depende de muitos fatores correlacionados.

O desempenho ótimo no processo de estudo inteligente precisa basear-se no equilíbrio biopsicossocial do estudante.

Muitos estudantes "tentam" estudar fora desse ponto de equilíbrio, negligenciando a correção dessas condições adversas e sofrem perdas na sua performance. O resultado final é um baixo rendimento nos estudos.

Para haver um alto rendimento nos estudos, o estudante precisa estar em perfeito equilíbrio BIO-PSICO-SOCIAL.

Entre os fatores adversos de ordem biológica, podemos citar:

a) Alimentação Desbalanceada: baixo consumo de proteínas e polivitaminas, excesso de consumo de carboidratos, principalmente doces;

b) Privação de sono: Dormir menos de 6h por noite ou mais de 10h por noite;

c) Sedentarismo: Falta da prática regular moderada de exercícios físicos aeróbicos;

d|) Doenças físicas e Mentais: Sintomas não diagnosticados e tratados ou subtratados;

e) Uso de medicamentos e Drogas de abuso:  álcool, maconha, cocaína, etc  e  medicamentos que diminuem a capacidade cognitiva.

Entre os fatores ordem psicológica , podemos citar:

a) Transtornos Mentais: depressão, ansiedade, TDAH, Síndrome do Pânico, Ansiedade Generalizada, fobias, etc;

b) Conflitos Psicológicos: baixa autoestima, desentendimentos familiares e amorosos;

Entre os fatores de ordem social, podemos citar:

a)  Isolacionismo Social: falta de círculo de amigos ou de apoio;

b) Exposição Social Exacerbada: Desperdício de tempo em baladas, festas e atividades afins.

Se esses fatores estiverem desajustados, o estudante terá variações de humor, com queda da energia física e mental para estudar de maneira produtiva. Pode haver eclosão de estados de tensão emocional, irritabilidade, desconcentração e desmotivação.

Todos temos ritmos biológicos( ritmos circadianos), que se modificam de hora em hora, pela alteração hormonal e de neurotransmissores. Respeitar o próprio relógio biológico é uma atitude alinhada com o melhor rendimento "possível" em determinado estudo. Se o relógio biológico não for entendido, o estudante estudará exaustivamente, com baixo aproveitamento real. Geralmente os horários de "peak performance"  são matinais, havendo queda do desempenho a partir da tarde e no final da noite. Algumas pessoas são mais vespertinas e outras notívagas. Respeite o seu próprio modelo de funcionamento diário.

Se tiver sono, não adianta insistir no estudo naquele momento. Tire um cochilo ou pratique algum exercício físico, procure respirar "cachorrinho", para reativar a energia mental. Se tiver ansiedade, procure relaxar a musculatura através da respiração calma e pausada, "sentida na barriga", em nível abdominal. Se for acometido de tédio, respeite a "confusão mental" ou falta de pique , espere algumas horas até passar ou procure envolver-se em alguma atividade prazerosa extra-estudo. Se estiver apresentando sintomas mentais muito intensos, que comprometem a sua vida a maior parte do dia, durante semanas, procure ajuda médica.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Três Fatores Vitais Na Aprendizagem Inteligente

Os vestibulandos que vêm ao consultório abrem seus corações e reclamam que "fulano" passou e eles não passaram! Como  aquele "fulano" passou? Logo aquele id.....! Como o  mundo é injusto, não é mesmo?

O mundo é injusto, concordo. É possível alguém estudar muito e ser reprovado no vestibular, num concurso ou numa entrevista de trabalho. Muitos fatores estão em jogo e qualquer desequilíbrio resulta em insucesso! O equilíbrio emocional é determinante nessa equação , por exemplo.

O que não é admissível é ser reprovado por estudar de maneira desatualizada. Esse "pecado" será castigado sempre. Não basta ter boas intenções, vontade de passar, fazer promessas e orações, o resultado final , se outras variáveis estiverem em equilíbrio, dependerá do domínio dos conteúdos exigidos nas provas. Simples assim!

Então é possível que "fulano", o carinha insuportável ao lado( e que não o é num cursinho apinhado de concorrentes?), conquiste uma vaga  à que você jurava ser o merecedor legítimo.

Não importa o número de horas de estudo, não importa quão especial você se considera, nem o melhor cursinho preparatório, o resultado final dependerá do domínio dos conteúdos programáticos! E se o "fulano" dominar esses conteúdos e você não, o mundo injusto fará justiça!
A ideia aqui é qualidade de estudo e não quantidade de estudo. Se você conseguir aliar horas de estudo com aproveitamento, melhor para você! Se tiver que equilibrar esses dois requisitos, invista em qualidade de estudo.

Hoje quero ressaltar TRÊS FATORES VITAIS NA APRENDIZAGEM INTELIGENTE:

1) Testagem de conhecimentos: Pesquisas recentes demonstraram que curtos períodos de estudo alternados com testes produzem melhor domínio de informações a longo prazo. Nesse processo de se testar, de memória, sem consulta a livros e apostilas, logo após a primeira leitura, forçará o seu cérebro a recordar os detalhes lidos, formando uma impressão mais durável do conhecimento. Essa estratégia, mesmo por 10 minutos, foi superior à elaboração de mapas conceituais, considerados padrões standart de estudo otimizado. Alunos testados após a leitura, que tiveram que evocar as informações, alcançaram desempenho superior a alunos que construíram mapas conceituais por 30 minutos. INCRÍVEL!

2)  Espaçamento do estudo: Utilize a alternância de estudo e descanso. Isso respeitará a fisiologia cerebral, que necessita de um tempo de incubação do material estudado. Ao retornar , o cérebro fará novas conexões do material ( cada reinício é uma novidade cerebral), reforçando novos ângulos de aprendizagem e agregando contextos extra-estudo com os quais o aluno entrou em contato nas horas de intervalo. Cada recomeço ativará lembranças, associará outras informações , criando conexões neuronais mais fortes para o conteúdo. O descanso é tão fundamental quanto o estudo propriamente dito.

3) Entrelaçamento de conteúdos: Você prefere estudar matemática a tarde inteira ou biologia a manhã inteira? É melhor concluir logo esse capítulo ou ler esse livro antes de passar para o próximo? NÃO! O melhor, segundo pesquisas atuais, é entrelaçar o máximo possível conteúdos díspares. Isso melhora não somente o domínio dos conteúdos per se , como aumenta a capacidade de diferenciar esses conteúdos diferentes em contextos parecidos. As provas interdisciplinares caminham nessa direção, misturando questões. Portanto, o estudo deve ser feito nos mesmos moldes, porque a aprendizagem é turbinada!!

Os alunos possuem uma visão distorcida da sua capacitação real para as provas. Nas pesquisas, os alunos pensavam erroneamente que o melhor era estudar conteúdos únicos por longos períodos, preferiam ler e reler a matéria várias vezes, iludidos com uma"intuição" de que já sabiam o suficiente e insistiam em longas jornadas de "estudo" sem descanso. Todos esses equívocos fazem a balança pender para o lado do" fulano". Não bastar estudar, é preciso calibrar o quanto se sabe e o quanto se precisa melhorar.

Estude de maneira inteligente, não exaustiva, e nem "fulano", nem "beltrano", nem "sicrano" , nem o mundo injusto conseguirão vencê-lo desta vez.

domingo, 15 de abril de 2012

Mapa da Inteligência no Cérebro


Cientistas mapearam a arquitetura anatômica cerebral envolvida com a inteligência humana, particularmente inteligência geral, compreensão verbal e memória de trabalho.

O trabalho foi publicado em " Brain: A Journal of Neurology". Ele lista os danos cerebrais sofridos por voluntários, 182 ex-combatentes da guerra do Vietnã.

A análise de injúrias cerebrais com danos focais  permitiu aos pesquisadores, liderados pelo neurocientista, Aron Barbey, da Universidade de Illinois, inferir sobre estruturas cerebrais específicas necessárias para o desempenho intelectual. Estudando como danos a regiões cerebrais particulares produzem formas específicas de perda cognitiva, foi possível mapear a arquitetura da mente, identificando estruturas cerebrais criticamente importantes para habilidades intelectuais.

Os pesquisadores submeteram os participantes ao escaneamento por Tomografia Computadorizada e administraram uma bateria extensiva de testes cognitivos. Os dados foram reunidos para construir um mapa coletivo do córtex, que foi dividido em 3000 unidades tridimensionais, chamados voxels. Pela análise de múltiplos pacientes com danos num voxel particular ou grupo de voxels e comparando as habilidades cognitivas desses pacientes com pessoas com essas estruturas intactas, foi possível identificar regiões cerebrais essenciais em funções cognitivas contribuintes significativamente para a inteligência.

A inteligência geral depende de sistemas neurais marcadamente circunscritos. Esses sistemas estão localizados primariamente dentro do córtex pré-frontal esquerdo, córtex temporal esquerdo e córtex parietal esquerdo e em tratos de substância branca que os conecta. Muitas áreas relacionadas com a inteligência geral são as mesmas envolvidas com a função executiva( memória, controle de impulsos).





As áreas da imagem, em vermelho, indicam as áreas comuns associadas com inteligência geral( G) e função executiva. As áreas em laranja indicam regiões específicas relacionadas com a inteligência geral. E as áreas em amarelo são específicas para a função executiva.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Idade Cerebral e Poder Cerebral

A idade cerebral avança e o poder cerebral declina, segundo  pesquisas da neurociência.


Isso é esperado, uma vez que o envelhecimento cerebral provoca a perda de algumas funções cognitivas, seja por desuso ou por doenças físicas, neurológicas e mentais.

Mas isso não é inexorável, uma vez que você pode treinar o seu cérebro através de exercícios físicos e ginástica cerebral. Poucas pessoas se dispõem a investir em exercícios diariamente. Não posso falar sobre exercícios físicos, pois amanhã vou reiniciar meu programa de exercícios físicos.

Há muito tempo a ciência sabe que os exercícios físicos melhoram a memória, o sono e o funcionamento cerebral, pois isso aumenta o  fluxo sanguíneo, com oxigenação consequente e proliferação neuronal através do BDNF,um estimulante cerebral responsável pela neurogênese.

Dizem as pesquisas que à medida que envelhecemos, a velocidade de nossas reações diminuem. Ficamos mais lentos em testes. Será isso verdade mesmo?

Teste a sua idade mental através do teste providenciado pelo site:


Você vai descobrir se a sua idade cerebral está em boa forma, de acordo com a manutenção do seu poder cerebral.

O interessante desse site é que ele testa velocidade de resposta, que teoricamente deveria diminuir com a idade. Ocorre que no meu caso a minha velocidade de resposta, depois de 5 anos sem treinar, aumentou.  Só hoje quebrei quatro recordes! Fiquei 5 anos mais velho e mais rápido! A que atribuo essa melhora? No meu caso, não posso atribuir aos exercícios físicos, que irão potencializar o meu  desempenho no futuro. Neste momento , o único fator diferente na minha vida, que não havia 5 anos atrás , é o meu treinamento diário no exercício N-dual Back.

Treine a sua inteligência fluida pelo site:


Minha idade é de 38 anos e o meu poder cerebral de 21 anos. Uma diferença de 17 anos! Não acredito em muitas pesquisas que afirmam que há uma queda do potencial cognitivo a partir dos 27 anos. Ou a partir dos 45 anos. O que tenho visto é que as pessoas que não treinam o cérebro  vão perdendo as suas funções mentais, além de desenvolverem déficits de memória, induzidos pelo estresse.

O bom da idade é que podemos ficar mais experientes, sem necessariamente ficarmos menos ágeis mentalmente. Lembre-se de que a preservação do poder cerebral vai depender do treinamento contínuo e a manutenção de um estilo de vida saudável.