quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dissonância Cognitiva


Dissonância Cognitiva é o estado de confusão mental causado por choque de crenças antagônicas ou dissonantes. Por muitos séculos, pensou-se que o planeta Terra fosse o centro do universo( teoria Geocêntrica). Daí veio um cientista, Nicolau Copérnico e disse que , na verdade, o sol era o centro do universo( Teoria Heliocêntrica). Como você acha que ficaram os moradores daquela era diante de duas crenças antagônicas? Isso mesmo, ficaram dissonantes cognitivamente. Foi Galileo Galilei, o astrônomo, que comprovou a teoria heliocêntrica. O que o clero da época fez? Julgou e condenou o pobre Galileu, já nos seus 76 anos, por heresia! Dá para acreditar? Galileu causou uma brutal dissonância cognitiva na religião. Mas como Galileu era católico, ele mesmo entrou em dissonância cognitiva , e negou diante de um tribunal as suas descobertas!!! Ufa!!! Cansado? Ainda não acabou. Éramos a imagem e semelhança de Deus. Daí veio um barbudo, Charles Darwin, e disse que descendemos de um ancestral comum, nosso tatatarataravô, " the monkey man", e nossa natureza divina foi por água baixo!!! Mais dissonância cognitiva. E agora, somos divinos ou animais? Animais divinos? Divinamente animais? Sei lá...

A vida é uma sequência de dissonâncias cognitivas, porque estamos sempre aprendendo. As verdades absolutas de ontem viraram pó nos meus pés hoje." Amanhã, o que serà que será..."já cantava Chico Buarque.

Quanto mais uma pessoa tolera a dissonância cognitiva, mais ela tem um pensamento científico e mais inteligente ela é!!! Quanto menos uma pessoa tolera a dissonância cognitiva, mais ela nega as evidências e mais resistente a mudanças ela se torna.

Pessoas reativas, intolerantes, submissas, crentes, fanáticos, arrogantes, são o exemplo da incapacidade de lidar com as dissonâncias cognitivas do cotidiano. Por isso recorrem a uma religiâo, grudam num marido, xingam os outros, jogam aviões em torres, não aceitam tratamento, apegam-se a bens materiais, porque não selecionam as conclusões verdadeiras no meio de tantas dissonâncias cognitivas engavetadas no cérebro. Quer testar a inteligência de alguém? Gere dissonância cognitiva... e aguarde a resposta! Nunca falha!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Melhore o seu Vocabulário

O uso de gírias causa preguiça mental. Quantos já ouviram o verbo " coisar"? Eu tinha uma amiga que usava coisar para isso, para aquilo, porque ela esquecia o verbo adequado. Procure evitar o uso de gírias, pois poupa o seu cérebro de buscar nos registros mnêmicos a palavra mais apropriada. Pare de usar "cliches", "uma vez na vida", " amigo do peito"," puro como ouro", essas expressões batidas que não provocam estímulo cerebral. Comece a aprofundar o vocabulário em áreas específicas. Estude o básico de música , por exemplo, depois aprenda os detalhes. Considere estudar a origem das palavras. Estude os radicais latinos. Construa uma lista de palavras utilitárias e as revise sistematicamente.

Aumente o seu Conhecimento Específico

Leia sobre tópicos de interesse geral, assine uma revista semanal de informações, leia jornais diariamente. Aqui algumas sugestões: Geografia- National Geographic, Ciência: Nature, Scientific American, Revista informativa: VEJA, Época, Psicologia: Mente& Cérebro, linguas: Speak Up , Habla.

Kit Intelectual

Para vivenciar o máximo do seu potencial intelectual, você vai precisar de um " Kit intelectual": um dicionário, um atlas, enciclopédias e a internet. Leia 15 minutos todos os dias, antes de dormir. Aprenda uma palavra nova por dia! Estude um assunto geográfico por dia! Em um ano você superará 95 % das pessoas, que passam a vida inteira com o mesmo conhecimento ou menos( perda de memória!)

Construindo um Vocabulário Poderoso

Um dos importantes pontos para aumentar a sua inteligência é aumentar o seu vocabulário. Compre um dicionário e anote palavras de leituras , colecione palavras e estude o seu significado. Utilize o mais rápido possível essas palavras em conversações ou escrita.
Sem o conhecimento das palavras, fica difícil ampliar a sua capacidade cognitiva. Você fica sem ferramentas mentais, pois nossos pensamentos são construídos verbalmente.
Leia livros diferentes e escreva nas suas margens, superando a timidez intelectual que acompanha o desconhecimento de tópicos estranhos ou novos. Os livros não são peças sagradas, precisam ser manuseados, digeridos, ruminados, relidos, ( nunca emprestados!). A leitura aumenta o vocabulário. Precisa ser um ato ativo, curioso. Quando tiver alguma ideia enquanto lê, escreva na margem do livro. Escreva pensamentos, reações emocionais, comentários, concordâncias com o ponto de vista do autor e discordâncias. Assim você está tendo um diálogo com o livro. Palavras são os meios pelos quais você consegue expressar seus pensamentos. Usando a linguagem com precisão, os pensamentos ganham claridade e facilidade de expressão e a comunicação com os outros melhora. As ideias são feitas de palavras bem escolhidas!

Poder Cerebral e Inteligência



Michael Hewitt( 2004), no seu trabalho "Software for your Brain", compara o cérebro a um hardware( parte mecânica do computador) e o funcionamento mental ao software( os programas instalados no cérebro). Ele nos leva a pensar como seria ter um sistema musical, por exemplo, de última geração( seu cérebro), nas palavras dele " necktop computer", bastante caro e valioso, mas dispormos apenas de um CD " I fall to Pieces and Your Cheatin´ Heart". Depois de um ano escutando o mesmo CD, seria maçante e inútil. Assim passam algumas pessoas a vida inteira, tocando apenas o mesmo CD na cabeça!

O Cd repetitivo nas palavras de Michael Hewitt são o uso exclusivo da lógica. A lógica não é tudo.Inteligência é como usamos mais ferramentas do que a lógica convencional( pensamento convergente), é pensar sobre o pensamento( metacognição, nas palavras da Ciência Cognitiva).

Segundo ele, há dois tipos de inteligência: a inteligência de dados e a inteligência de jogos. A inteligência de dados diz respeito a informações que são usadas para pensar. A inteligência de jogos diz respeito a gama de estratégias, movimentos inteligentes, ideias inusitadas, alternativas, resultantes da exploração das informações.

Inteligência de dados é somente necessária para reações não ponderadas, reflexas, relativamente burras às situações. " O que eu faço agora? A inteligência de jogos vai um passo além quando o indivíduo se pergunta: O que eu penso agora, antes de perguntar o que eu faço agora?

Sempre há uma maneira mais inteligente de pensar sobre os dados observados. E depois pensar sobre o pensamento resultante. E pensar sobre o resultado pensado! Quanto mais longe você consegue ir no processo, mais inteligente você fica.

Vamos testar o seu poder cerebral:( adaptado do Dr. Eric Bienstock, vice-presidente da SOT em Nova York.)


- Você julga as ideias baseado no valor intrínseco das ideias mais do que nas emoções do momento?

- Você julga as ideias mais do que certas ou erradas, mas também como interessantes?

- Você leva em conta todos os fatores numa situação antes de escolher, decidir ou planejar?

- Você leva em conta todos os fatores primeiro, antes de escolher aquele que importa mais?

- Quando você cria uma regra, você entende essa regra de maneira clara e possível de ser obedecida?

-Você tenta ver o propósito das regras que precisa obedecer, mesmo que você não goste delas?

-Você olha as consequências das suas decisões ou ações não somente em termos de como elas afetam você, mas também como afetam os outros?

-Você observa uma gama ampla de consequências antes de decidir com qual se preocupar?

-No caminho para realizar uma meta, você estabelece metas menores( submetas) , cada uma seguindo em cadeia para a meta maior?

-Os objetivos que você estabelece são reais o suficiente, possíveis o suficiente para realmente valer o esforço de atingi-los?

-Quando você planeja, sabe exatamente o que quer alcançar?

- Você mantém os planos de execução simples e diretos?

-Você sabe exatamente por que escolheu alguma coisa como prioridade?

- Você tenta reunir muitas ideias diferentes primeiro, antes de escolher as suas prioridades?

- Você busca alternativas até encontrar uma de que você realmente goste?

- Enquanto pessoas buscam alternativas quando não estão satisfeitas, você busca alternativas deliberadamente mesmo quando está satisfeito?

- Você é capaz de dizer a razão real por trás de cada decisão que toma?

- Você é capaz de entender o ponto de vista alheio, mesmo que não concorde com ele?

-Você é capaz de falar claramente quais as diferenças e similaridades entre diferentes pontos de vista?

domingo, 6 de dezembro de 2009

O que os testes de QI não medem?



Os testes de QI não medem a inteligência emocional e também um fenômeno chamado de disracionalidade.

Os testes de QI medem retardo mental. Mas não medem o potencial absoluto de inteligência, apenas o relativo. Quando comparamos duas pessoas que se submetem aos testes, podemos dizer que uma pessoa possui um QI relativamente maior ou menor à média para a idade. Portanto, os testes de QI detectam o déficit, mas não a dotação intelectual. De qualquer maneira, quanto mais testes de QI você faz, mas alto fica o seu desempenho. Portanto, parece que o treinamento nos testes de QI melhora o seu desempenho. Isso não significa que você aumentou a sua inteligência, mas aumentou a sua inteligência em fazer testes de QI!

As pessoas lidam bem com situações estruturadas, mas em condições que envolvem emoção, ocorre uma "volatilidade emocional", o que reduz a habilidade de responder de maneira inteligente.

Quanto `a disracionalidade, trata-se de um fenômeno no qual há disfunção do pensamento lógico apesar dos ótimos resultados em testes de QI. Somos cognitivamente econômicos, temos a tendência de usar atalhos mentais na resolução de problemas. Só que esses atalhos nos dão velocidade, mas perdemos em acurácia. Outro fator que contribui com a disracionalidade é a ausência de conhecimentos específicos para pensar sobre determinado assunto . Ou ausência de treinamento em desfazer falácias( falsas conclusões), por erros de lógica. A falta de conhecimentos( lacuna mental) faz com que o estudo seja necessário para aumentar a inteligência no mundo real.

Existem testes que não são culturalmente enviesados, como as matrizes de Raven, que medem a inteligência fluida, mas que não medem a bagagem de conhecimentos e experiências em determinado assunto, para tomar decisões inteligentes.

Então por que continuarmos usando os testes de QI? Para detectar disfunções cognitivas, não para medir inteligência. No retardo mental e em outras doenças o QI sofre achatamento. A inteligência é um conceito muito mais amplo, envolve habilidades cognitivas básicas( ausência de déficit), o desenvolvimento de habilidades emocionais, o treinamento de pensamento racional em situações específicas e a exclusão de outras soluções para o mesmo problema. Velocidade de processamento neural determina habilidades cognitivas, e ponderação na abordagem de problemas da vida real determina a inteligencia verdadeira.