sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A Mudança é a única coisa que nunca muda!

Mudar é a lei da vida. Toda vez que converso cinco minutos com uma pessoa que possui ideias muito arraigadas, já percebo o sofrimento na sua face. Pessoas muito dogmáticas são sofredoras. Pessoas com mente aberta , estão no caminho natural da mudança. A mudança é o fenômeno mais imutável do mundo. Não querer mudar é birra de criança, porque cedo ou tarde , a mudança vai arrastá-lo. Por que então não mudar voluntariamente? Mudar antecipadamente e colher os frutos doces da subida da cotação do mercado mutacional? Mudar antes de precisar mudar?
Por outro lado, não me impressiono como os " puladores de galhos". Eles parecem os arautos da mudança, mas na verdade são os dogmáticos que se chacoalham no mesmo lugar. Que tipo de mudança existe nas rodas de um carro que patina no barro? Ou alguém que inicia um projeto, pula para outro, depois para outro, e acaba nunca fazendo nada de relevante?" A mudança verdadeira é a lei da vida". Lembro-me de Ernest Hemingway, " nunca confunda movimento com ação."
Quando converso ,por cinco minutos ,com pessoas dogmáticas, retribuo na mesma moeda: fecho a minha mente completamente. Ficamos iguais. E logo vou procurar uma prosa mais interessante em outra freguesia.
Quando converso 2 minutos, com pessoas frívolas, não retribuo na mesma moeda, simplesmente vou procurar uma prosa em outra freguesia, porque estou cansado de ficção romanceada. Essas pessoas nem aterrisaram no planeta Terra.
"Mudar verdadeiramente é a única lei imutável do universo." Qualquer coisa fora desse axioma é a maior perda de tempo que existe. O mundo fica empobrecido com os pseudo-mudadores.
Existem diferentes tipos de mudança. Sou viciado nas mudanças que eu escolho. São as mudanças primárias. Eu quero, eu faço, uma delícia. Eventualmente preciso me adaptar às mudanças secundárias, aquelas que preciso fazer em função dos outros. Isso é neutro ou incômodo, dependendo da situação. E existem as mudanças terciárias, aquelas que alguém não faz, mesmo achando que fez. É o arrastão das mudanças! E a pessoa até vai, mas continua resistindo e birrenta!
Quando somos ainda infantis ou adolescentes, estamos vulneráveis às mudanças secundárias e principalmente terciárias. Quando envelhecemos ficamos mais vulneráveis às mudanças terciárias. Independente da idade, o verdadeiro adulto, é aquele que ocupa a maior parte de seu tempo com mudanças primárias! Livremente escolhidas e docemente excecutadas. Uma pequena parcela da nossa vida independe de nós, por isso a aceitamos com uma resignação pessoal. Pagar impostos, por exemplo, a sogra( a minha sogra é ótima), papinhos socialmente corretos( de vez enquando).
Peguemos o(a) adolescente anencéfalo(a)( quero dizer ainda sem o pleno desenvolvimento do seu córtex pré-frontal). Ele vai escolher mudanças primárias? Lógico que não. Ele não tem cérebro ainda! Ele vai imitar a gangue, o grupo de iguais. Terceirizar o seu pensamento para um outro anencéfalo mais ousado! Peguemos a moça bonita. Ela é charmosa. Ela passa e todo mundo fica babando. O que ele faz na vida? Vira modelo. Isso mesmo. Se quiser casar com alguma mortal comum, cuidado com as mulheres muito bonitas. A lei da compensação diz que a beleza que um dia funcionou, vira vício como estratégia.
Para você fazer mudanças, primeiro precisa aceitar as mudanças. Segundo precisa desenvolver a inteligência para escolher as mudanças antecipadamente. Terceiro, precisa economizar o seu tempo, associando-se com pessoas que estão no mesmo nível de mudanças e não perder tempo com os outros "que não estão a fim ". Abra o seu guarda-chuva, sinta o cheiro da terra molhada, caminhe livremente rumo às mudanças e diga para si mesmo(a): "eu estou a fim"...

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